29/05/2026
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Frio e calor: junho tem mínimas de 10°C e média 1,5°C maior

Junho começa na próxima segunda-feira, dia 1º, e já tem duas frentes frias a caminho do Centro-Sul do país, região que inclui Mato Grosso do Sul. O inverno começa no dia 21.

Em Campo Grande, as temperaturas não devem cair tanto. Já em municípios do sul do Estado, como Ponta Porã, os termômetros podem ficar abaixo de 10°C no dia 10. Na capital, a mínima prevista para o mesmo dia é de 13°C.

O prognóstico é da Climatempo. De acordo com a empresa de meteorologia, a segunda frente fria deve deixar as temperaturas um pouco mais baixas no Centro-Oeste e Sudeste em comparação com a primeira. As mínimas exatas não foram divulgadas.

No geral, o frio deve ser menos persistente do que em maio, mês que teve frentes frias mais frequentes.

Por outro lado, grande parte do Estado deve fechar o mês com temperaturas médias até 1,5°C acima do normal, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Nas áreas não afetadas por esse aumento, os termômetros devem marcar médias esperadas. Isso ocorre devido a uma combinação da passagem de ar frio de origem polar com excesso de nebulosidade, de acordo com a Climatempo.

Chuvas e estação seca

As chuvas devem ficar abaixo da média histórica em uma área do sudoeste de Mato Grosso do Sul. Fazem parte dessa região municípios como Porto Murtinho, Bonito, Bela Vista e Jardim. Nas demais regiões, o volume de chuva deve ficar próximo ao esperado.

Neste mês, o Estado e todo o Centro-Oeste entram de vez na estação seca. O período é marcado por calor persistente, baixa umidade do ar e chuvas mais irregulares.

El Niño e ondas de calor

O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) divulgou na última semana uma nota técnica sobre o avanço das ondas de calor no país. O documento coloca Mato Grosso do Sul em posição de destaque nacional devido à frequência histórica de eventos extremos de temperatura.

A nota analisa a probabilidade de efeitos associados ao fenômeno El Niño em 2026 e 2027. A previsão é de um segundo semestre com mais ondas de calor. No Estado, as alterações podem começar a se manifestar já no início deste inverno, de acordo com o Cemaden.