No próximo sábado (2), Shakira fará o maior show de sua carreira nas areias de Copacabana, no Rio de Janeiro. A expectativa é que a praia receba 2 milhões de fãs, plateia similar à dos shows de Madonna, em 2024, e Lady Gaga, em 2025. A transmissão ao vivo será feita pela Globo. A diferença, desta vez, é que o tom será de pura latinidade.
Shakira fala português e demonstra afeto pelo Brasil. A cantora acumula quatro Grammys, 16 Grammys Latinos e mais de 75 milhões de discos vendidos ao longo da carreira. Em 2025, venceu o Grammy de Melhor Álbum Pop Latino com Las Mujeres Ya No Lloran. A turnê do disco entrou para o Guinness World Records: com cerca de 3,3 milhões de ingressos vendidos nas primeiras 86 apresentações, tornou-se a turnê latina mais lucrativa da história.
Em 2020, Shakira dividiu o show do intervalo do Super Bowl com J.Lo. Na época, Bad Bunny participou como convidado. Seis anos depois, em fevereiro, Bad Bunny comandou sozinho o intervalo do evento, cantando inteiramente em espanhol. O público foi de 128 milhões de americanos, e as visualizações globais chegaram a 4,1 bilhões.
O Super Bowl tem grande importância cultural. Na última edição, o diretor Taika Waititi, vencedor do Oscar por Jojo Rabbit, dirigiu três comerciais para o evento. Waititi é sócio da produtora Hungry Man, onde trabalha a produtora inglesa Hannah Stone. Quem coordena a produção diretamente com Hannah é a brasileira Sophia Raia, filha de Claudia Raia, que mora e trabalha em Nova York.
Shakira tem uma longa relação com o Brasil. Ela encerrou a Copa do Mundo de 2014 no Maracanã, se apresentou no Rock in Rio e fala português com o público brasileiro. O Brasil foi a primeira parada da turnê recordista. Em São Paulo, reuniu mais de 65 mil pessoas em uma única noite. No sábado, quando dois milhões de brasileiros cantarem de volta para ela em espanhol, a troca estará completa.
