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Soldado e ex-PM presos com haxixe alegam que pensavam ser celulares

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura
Soldado e ex-PM presos com haxixe alegam que pensavam ser celulares
Militares do Exército durante vistoria a um caminhão na operação Jaguaretê (Foto: Ilustrativa | Divulgação)

O estudante de medicina e ex-policial militar William de Jesus Costa, de 30 anos, e o policial militar Max Deive de Lima Junges, de 29 anos, afirmaram à Polícia Civil que não sabiam da presença de drogas no veículo apreendido durante fiscalização do Exército na BR-463, em Ponta Porã. Os dois foram presos em flagrante na Operação Jaguaretê com 194 quilos de haxixe e R$ 30 mil em espécie, divididos em 600 notas de R$ 50.

Segundo os depoimentos, a dupla acreditava estar transportando apenas celulares contrabandeados de Ponta Porã para Dourados. William disse que aceitou a proposta de um ex-PM identificado como "Rafael", também estudante de medicina, para fazer o frete de aparelhos telefônicos. O valor combinado era de R$ 100 por aparelho, e a estimativa era de aproximadamente 200 unidades.

William convidou Max Deive para participar do transporte. A combinação era seguir até a Churrascaria Querência, em Dourados, deixar o veículo no estacionamento com a chave no interior, tomar café da manhã e, após meia hora, retornar a Ponta Porã. Max confirmou a versão ao delegado Lucas Calixto Sampaio, na 1ª Delegacia de Ponta Porã. Ambos negaram ter tentado subornar os militares ou ofendido os agentes.

Os dois disseram que não sentiram odor estranho no veículo. William tem passagens por crimes militares, violência doméstica, dano, ameaça e perseguição. Max tem uma passagem por crime contra a administração militar. Ambos constam como na ativa da Polícia Militar no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o boletim de ocorrência, William deixou seu Toyota Corolla preto no bairro Primavera por cerca de 15 minutos, depois buscou o carro e passou na casa de Max. Durante a viagem, foram abordados pelo Exército no Posto Fiscal Pacuri. O veículo foi liberado após verificação documental, mas os militares pediram a parada poucos metros adiante. O porta-malas tinha defeito na trava, e, ao abri-lo, foram encontradas mochilas e sacos com haxixe e dinheiro.

Os militares afirmaram que os suspeitos insistiram para não serem presos, sugerindo "conversar e se acertar ali mesmo". A Operação Jaguaretê, coordenada pelo Comando Militar do Oeste, começou em 1º de julho e atua na faixa de fronteira de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina contra tráfico de drogas, contrabando e crimes ambientais.

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