A 55ª Operação Nova Aliança, uma ofensiva contra a produção de drogas, resultou na destruição de 809 toneladas de maconha. A ação ocorreu ao longo de 10 dias em áreas de mata na fronteira entre Paraguai e Brasil.
A operação foi coordenada pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, com apoio de helicópteros da Polícia Federal brasileira. As equipes atuaram nos arredores das cidades paraguaias de Capitán Bado e Pedro Juan Caballero, localizadas na linha internacional com Mato Grosso do Sul. A região é conhecida por ser base de facções criminosas.
De acordo com o balanço divulgado pela Senad nesta sexta-feira (8), os agentes destruíram 240 acampamentos usados pelos traficantes. Esses locais eram utilizados para secar e embalar a droga. Em clareiras na mata e áreas de morros, foram cortados e queimados 215 hectares de maconha em fase de cultivo.
Cada hectare de plantio produz, em média, 3 toneladas da droga pronta para o consumo. Além da plantação, outros 164.450 quilos de maconha já processada também foram incinerados. A Senad informou que os 215 hectares erradicados equivalem a aproximadamente 300 campos de futebol.
A agência paraguaia estimou o prejuízo financeiro causado às organizações criminosas em 121 milhões de dólares. O valor considera o impacto da destruição das roças e da droga processada. A operação é considerada a maior ofensiva permanente contra a produção de drogas no mundo.
Outra ação na região
Em uma ocorrência separada na mesma região de fronteira, uma carga de maconha foi apreendida em Mato Grosso do Sul. A ação ocorreu na BR-163, em Dourados. Um motorista foi preso após ser flagrado transportando uma grande quantidade de drogas.
A polícia rodoviária realizava uma fiscalização de rotina quando abordou o veículo. Durante a vistoria, os agentes encontraram os tabletes de maconha escondidos no compartimento de carga. O condutor não informou a origem ou o destino da droga.
O material apreendido foi encaminhado para a delegacia da cidade. O motorista foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. A polícia continua as investigações para identificar os responsáveis pelo envio da carga.
