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Mercadante: Lula pede que BNDES foque em novos setores

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (22) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao banco que recicle sua carteira de investimentos e passe a focar em novos setores. A declaração foi feita durante evento de aniversário da instituição, que contou com a presença de Lula.

Segundo Mercadante, o banco obteve um ganho de R$ 70 bilhões com a valorização de ações da carteira e dividendos nos últimos três anos. "O presidente tem nos pedido para passar a olhar mais para novos setores como a bioeconomia e minerais críticos", disse.

Mercadante também fez um apelo a parlamentares presentes no evento para que acelerem a tramitação da medida provisória do Brasil Soberano 2. A medida visa atender empresas afetadas pelo "tarifaço" dos Estados Unidos e pela guerra no Oriente Médio. O objetivo é permitir que um número maior de companhias tenha acesso às linhas de crédito. "Precisamos da aprovação da medida provisória no Congresso para liberar investimentos. O volume de investimentos terá impacto na indústria", afirmou.

O presidente do BNDES anunciou uma nova parceria com a Finep no valor de R$ 140 bilhões para a Nova Indústria Brasil (NIB). Desse total, R$ 102,5 bilhões serão do BNDES. O foco do investimento será nos setores de fertilizantes, saúde, biofármacos e terapias avançadas, mobilidade sustentável e minerais críticos.

Mercadante também informou a aprovação de um financiamento de R$ 340 milhões para a empresa Tembici adquirir até 85 mil bicicletas elétricas. As bicicletas serão alugadas a entregadores de plataformas digitais com um custo 25% menor do que o atual. O projeto conta com recursos do Fundo Clima e parceria com o iFood.

O presidente do BNDES destacou números alcançados desde o início da gestão, há três anos e meio. "Nesses 3 anos e meio, fizemos R$ 862 bilhões de crédito à economia. O banco teve o segundo melhor resultado do sistema financeiro. Inadimplência é a menor do sistema financeiro. Tivemos recorde de financiamento na inovação, de R$ 35,6 bilhões, 640% a mais do que antes", concluiu.

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