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CIA cria força-tarefa secreta contra Cuba

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

A CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, montou em segredo uma força-tarefa para Cuba. O objetivo é organizar uma campanha para pressionar o regime cubano a atender exigências do presidente Donald Trump, segundo pessoas com conhecimento da medida. A criação do grupo permite que a agência envie mais recursos financeiros, humanos e técnicos para a ilha de forma mais rápida.

A força-tarefa já incorporou oficiais de recrutamento e gestão de espiões, analistas de inteligência, agentes de ações cibernéticas e especialistas em operações clandestinas de influência. A função do grupo é mais limitada que a de iniciativas anteriores: criar divisões entre a elite política de Cuba na esperança de que o regime troque figuras consideradas antiamericanas por líderes mais pragmáticos e dispostos a negociar com Washington.

Em 1960, a CIA também criou uma força-tarefa para Cuba que supervisionou a fracassada invasão da Baía dos Porcos no ano seguinte. Diferente daquele período, a atual força-tarefa não tem parceiros organizados dentro da ilha. Também não está autorizada a realizar operações letais, embora as regras possam ser alteradas pelo presidente a qualquer momento.

Procurada pelo The New York Times, a CIA não comentou o assunto. O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que as intenções não surpreendem, já que Cuba é alvo de espionagem e desestabilização da agência americana há muito tempo. Ele também criticou o Departamento de Estado por chamar Cuba de ameaça quando o país exerce seu direito de legítima defesa.

Além da força-tarefa, outras agências de inteligência dos EUA, como a Agência de Segurança Nacional e a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial, passaram a direcionar mais recursos de coleta de informações para Cuba, incluindo satélites. Os dados obtidos devem ajudar as Forças Armadas americanas a atualizar planos para uma possível ação militar contra a ilha, caso Trump decida seguir por esse caminho.

Antes desse aumento na coleta de inteligência, militares e agentes americanos reclamavam de informações desatualizadas sobre Cuba. Com os novos dados, eles esperam ter um entendimento mais preciso das intenções, capacidades militares e defesas do país.

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