15/06/2026
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Falta de mão de obra trava expansão de R$ 73 mi do IFMS

Falta de mão de obra trava expansão de R$ 73 mi do IFMS

O plano de expansão do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), orçado em R$ 73 milhões com recursos do Novo PAC, avança de forma lenta. A principal causa é a escassez de mão de obra qualificada na construção civil no Estado.

As três novas unidades previstas estão em fases distintas de implementação. O campus de Paranaíba, com investimento de R$ 15 milhões, já teve o processo de licitação iniciado. A reitora do IFMS, Elaine Cassiano, afirmou que a ordem de serviço pode ser assinada nas próximas duas semanas. A unidade terá capacidade para atender até 1.400 estudantes.

Em Amambai, a unidade voltada aos povos originários, com orçamento de R$ 28 milhões, ainda está em pré-licitação. A expectativa é publicar o edital em julho. A unidade não terá cursos exclusivos para indígenas, para evitar segregação. Serão oferecidos cursos técnicos em agropecuária, gestão e negócios e informática, com capacidade para 900 alunos.

A segunda unidade de Campo Grande, no bairro Anhanduizinho, terá investimento entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. O terreno de 35.831,73 m² foi cedido pelo município. O IFMS espera lançar o edital de licitação até o fim do ano. A unidade atenderá 1.400 alunos com cursos técnicos, de formação inicial e continuada e graduações tecnológicas.

O secretário especial do PAC, Roberto Garibe, garantiu que todos os projetos no Estado estão mantidos, apesar das restrições orçamentárias federais. A reitora Elaine Cassiano explicou que o andamento exige cautela devido à complexidade dos processos licitatórios e às exigências legais, para evitar problemas futuros.

Outras obras do PAC no Estado

No balanço do Novo PAC em Mato Grosso do Sul desde 2023, foram entregues 28.698 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Outras 4,8 mil moradias estão em construção. O governo federal afirma que os recursos estão garantidos, mesmo com o bloqueio de R$ 23,7 bilhões no orçamento.

Foram aplicados R$ 10,3 bilhões no Estado, o equivalente a 60% dos R$ 17,2 bilhões previstos. A maior parte dos recursos foi destinada a obras sociais, como saúde, educação, saneamento e moradia.

Na área da saúde, o programa contempla 297 iniciativas. Entre elas, a renovação de 23 ambulâncias do Samu, a entrega de seis unidades odontológicas móveis e a conclusão de obras em 47 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Estão em andamento a construção de duas maternidades, cinco Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e duas policlínicas.

No setor energético, cinco empreendimentos foram concluídos em parceria com empresas privadas. Entre eles, a usina termelétrica Suzano RRP1, em Ribas do Rio Pardo, e a UTE Inpasa, em Sidrolândia. O balanço inclui ainda a entrega de sistemas de esgotamento sanitário em 20 municípios.