A polícia do estado de Goiás prendeu um vereador da capital, Goiânia, e um coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) durante uma ação realizada nesta segunda-feira. O fato ocorreu em um ato público que lembrava o massacre de Eldorado dos Carajás.
O evento em questão marca o aniversário de um dos episódios mais violentos da história da luta pela terra no Brasil. A data de 17 de abril é lembrada nacionalmente como o Dia Internacional da Luta Camponesa, em memória das vítimas da chacina ocorrida no Pará em 1996.
As prisões foram realizadas pela Polícia Militar durante a realização do ato. De acordo com informações iniciais, os dois foram conduzidos para a delegacia, mas os motivos específicos da detenção ainda não foram totalmente esclarecidos pelas autoridades.
O vereador preso é conhecido por seu apoio a causas sociais e por atuar em frentes relacionadas à reforma agrária. Já o coordenador do MST é uma figura reconhecida na organização dos movimentos do campo na região centro-oeste do país.
A ação policial gerou reações imediatas de entidades de direitos humanos e organizações ligadas ao campo. Grupos que participavam do ato protestaram contra a intervenção, considerando a prisão uma tentativa de intimidação e de criminalização dos movimentos sociais.
Até o momento, a assessoria da Polícia Militar de Goiás não emitiu uma nota oficial detalhando as acusações contra os dois detidos. Espera-se que mais informações sejam divulgadas ao longo do dia sobre o desfecho legal do caso.
O ato em memória ao massacre de Eldorado dos Carajás reuniu dezenas de pessoas. O evento é realizado anualmente em diversas cidades do país para homenagear os 21 trabalhadores rurais mortos pela Polícia Militar do Pará há 28 anos.
Este tipo de manifestação costuma reivindicar a aceleração da reforma agrária e justiça para os casos de violência no campo. A prisão de lideranças durante estes atos tem sido objeto de críticas recorrentes por parte de entidades da sociedade civil.
