A chuva de meteoros chamada Líridas poderá ser observada em todo o Brasil nesta quarta-feira, dia 22 de abril. O fenômeno ocorre todo ano quando a Terra passa pela nuvem de fragmentos deixada pelo Cometa Thatcher.
Segundo o Observatório Nacional, o melhor momento para ver o fenômeno será nas madrugadas dos dias 22 e 23 de abril, por volta das 2h da manhã. As áreas mais ao Norte do país terão condições de visibilidade melhores.
Para observar as Líridas, a recomendação é buscar um local com baixa iluminação artificial e olhar em direção ao Norte, onde a estrela Vega estará nascendo.
“Essa excelente janela de observação se deve à condição lunar favorável: o pico ocorre dois dias antes da fase de Quarto Crescente, o que faz com que a Lua se ponha ainda no início da noite. Assim, a madrugada permanece escura, criando um cenário ideal para observação”, diz o astrônomo Marcelo De Cicco, do Observatório Nacional.
No período de maior atividade, a Lua estará na fase crescente, com cerca de 27% de sua superfície iluminada. Mesmo assim, sua interferência será pequena. O momento em que a Lua se põe no horizonte, chamado ocaso lunar, acontecerá antes do surgimento do radiante da chuva.
Isso faz com que os horários de pico, durante as madrugadas de 21 para 22 e de 22 para 23 de abril, ocorram com o céu totalmente escuro. Essa condição permite a visualização até mesmo de meteoros menos brilhantes.
Uma chuva de meteoros é um evento em que vários meteoros parecem cruzar o céu partindo de um mesmo ponto, conhecido como radiante. No caso das Líridas, o radiante está localizado na constelação de Lira.
No Hemisfério Sul, a quantidade de meteoros visíveis tende a ser menor do que no Hemisfério Norte. Apesar disso, será possível ver os rastros mais brilhantes deixados pelos meteoros mais intensos.
A chuva Líridas tem origem no cometa C/1861 G1 (Thatcher). Esse cometa leva aproximadamente 415 anos para completar uma órbita ao redor do Sol. Ao longo de suas passagens, ele deixou um rastro de partículas que é observado há pelo menos 2.700 anos, com registros na China datados de 687 a.C.. Isso faz das Líridas uma das chuvas de meteoros mais antigas de que se tem conhecimento.
Meteoros são pequenos corpos celestes que, ao entrarem na atmosfera da Terra, queimam parcial ou totalmente devido ao atrito e à interação com o oxigênio. Esse processo de combustão gera um rastro de luz no céu, popularmente chamado de “estrela cadente”.
A matéria foi produzida sob supervisão de Thiago Félix.
