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Governo decreta luto oficial de 3 dias pela morte de Marcelo Miranda

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura
Governo decreta luto oficial de 3 dias pela morte de Marcelo Miranda
Ao lado da esposa, Marcelo Miranda está em seu gabinete quando foi governador e o neto João Henrique Catan engatinha no tapete (Foto: Reprodução)

O Governo de Mato Grosso do Sul decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-governador Marcelo Miranda Soares, aos 87 anos. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (23), por meio de um decreto assinado pelo governador Eduardo Riedel (PP).

Miranda morreu no fim da manhã desta terça, em Campo Grande. Segundo a família, ele estava internado havia cerca de 20 dias no hospital da Unimed, com pneumonia. O ex-governador também tinha problemas cardíacos e renais, e morreu após falência de órgãos. Ainda não há informações sobre velório e enterro.

No decreto, Riedel destaca a trajetória pública de Marcelo Miranda, engenheiro civil formado pela Faculdade de Engenharia do Triângulo Mineiro, em 1964. O texto lembra que ele foi eleito prefeito de Campo Grande em 1976, nomeado governador de Mato Grosso do Sul entre 1979 e 1980, eleito senador em 1982 e voltou ao governo do Estado, por eleição direta, para mandato de 1987 a 1990.

Nas redes sociais, Riedel afirmou ter recebido com profundo pesar a notícia da morte do ex-governador. Ele escreveu que a trajetória pública de Miranda, marcada pela atuação como prefeito de Campo Grande, governador do Estado e senador da República, deixa um legado importante na história e no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. O governador também prestou solidariedade à família, aos amigos e aos sul-mato-grossenses.

Neto de Marcelo Miranda, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) fez uma homenagem de tom pessoal ao avô. Ele afirmou que o ex-governador não desistiu e lutou até o último minuto. O deputado também relembrou o humor do avô durante o tratamento de saúde. Segundo ele, Miranda fazia piada até da rotina de hemodiálise.

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) também lamentou a morte de Marcelo Miranda. Em nota, afirmou que ele foi uma liderança política de Mato Grosso do Sul e construiu uma trajetória marcada por cargos de destaque na vida pública. Azambuja declarou que a atuação de Miranda contribuiu para o desenvolvimento do Estado e deixou um legado de trabalho, compromisso público e amor pela terra.

Natural de Uberaba (MG), Marcelo Miranda mudou-se para Mato Grosso do Sul para trabalhar na construção da barragem de Jupiá, entre Três Lagoas e Castilho (SP). Depois, atuou no Departamento de Estradas de Rodagem, onde participou da construção de 4.500 quilômetros de estradas vicinais. Na política, chegou à Prefeitura de Campo Grande em 1976. Três anos depois, renunciou ao cargo para assumir o governo do recém-criado Mato Grosso do Sul. Também foi senador e voltou ao comando do Estado após vencer a eleição de 1986.

Durante sua primeira gestão como governador, nove distritos foram elevados à categoria de município: Bodoquena, Costa Rica, Douradina, Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu. O último cargo público de Marcelo Miranda foi o de superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, em Mato Grosso do Sul, função exercida de 2003 a 2012.

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