Goiânia: primeira praça é adotada pela iniciativa privada
A primeira praça de Goiânia foi adotada pela iniciativa privada por meio de um programa da prefeitura. O espaço público passa a ser mantido por uma empresa, que fica responsável por cuidados como limpeza, jardinagem e pequenos reparos.
O programa de adoção permite que empresas e entidades privadas firmem parceria com o município para cuidar de áreas verdes e praças. Em troca, a organização pode instalar placas de identificação no local, o que funciona como uma forma de divulgação da marca.
Na prática, a adoção não transfere a propriedade do espaço à empresa. O que ocorre é uma espécie de comodato, no qual o setor privado assume a manutenção do bem público. A prefeitura continua sendo a dona da área e segue responsável pela fiscalização e por serviços de maior porte, como obras estruturais.
A empresa interessada em adotar uma praça precisa apresentar um plano de trabalho à administração municipal. O projeto é analisado e, se aprovado, é firmado um termo de cooperação. O acordo tem prazo determinado e pode ser renovado.
O objetivo da gestão municipal é ampliar o número de espaços públicos cuidados pela iniciativa privada. A medida busca reduzir os custos da prefeitura com a manutenção desses locais e, ao mesmo tempo, garantir que as praças fiquem em boas condições para a população.
Entre os serviços previstos no programa estão o corte de grama, a poda de árvores, a pintura de bancos e brinquedos, a limpeza de calçadas e a coleta de lixo. A empresa também deve zelar pela conservação de equipamentos como academias ao ar livre e parquinhos infantis.
A adoção da primeira praça marca o início do funcionamento do programa na cidade. A expectativa é que outros espaços públicos sejam adotados nos próximos meses, conforme o interesse de empresas de diferentes setores. A prefeitura informa que o processo é gratuito e que não há contrapartida financeira por parte do poder público.
