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Aliados: desistência de Nelsinho fortalece grupo político

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura
Aliados: desistência de Nelsinho fortalece grupo político
Aliados: desistência de Nelsinho fortalece grupo político

Aliados políticos avaliaram como uma decisão difícil, porém acertada, a desistência do senador Nelsinho Trad (PSD) da disputa pela reeleição. Ele aceitou ser o primeiro suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na chapa ao Senado. Para os políticos ouvidos durante a convenção realizada neste sábado (1º), em Campo Grande, a escolha fortalece o grupo que apoia o governador Eduardo Riedel (PP).

O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), afirmou que a trajetória de Nelsinho e a falta de espaço para três candidaturas ao Senado na mesma coligação pesaram na decisão. Segundo ele, o senador preferiu permanecer no grupo em vez de seguir com uma candidatura separada. “O coletivo é mais importante do que o individual”, disse.

O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) também elogiou a postura do senador. Para ele, uma campanha política não se sustenta de forma isolada. “Foi uma decisão difícil, mas acertada”, declarou. A deputada federal Rose Modesto (União Brasil) avaliou que a escolha preserva a lealdade ao grupo e mantém Nelsinho colaborando com o projeto estadual.

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PP) classificou a mudança como uma “jogada de mestre”. Na avaliação dele, a chapa de Reinaldo fica mais competitiva com a experiência e a estrutura política do senador. O deputado estadual Eduardo Rocha (PSDB) concordou que o ex-governador sai fortalecido da negociação.

A única voz dissonante foi a do ministro Carlos Marun (MDB). Ele afirmou que a desistência retira uma opção eleitoral de centro em Mato Grosso do Sul. “Ficamos com menos uma opção de voto”, disse.

Recuo

Nelsinho oficializou a desistência na noite de sexta-feira (31). Ele será o primeiro suplente de Reinaldo Azambuja, que disputa uma das duas vagas ao Senado pelo PL. A outra vaga será disputada por Capitão Contar. O acordo foi fechado após ficar inviável acomodar três candidatos na mesma coligação.

A alternativa seria o PSD lançar Nelsinho de forma isolada, o que foi considerado pouco estratégico. Com a decisão, o partido segue ligado ao grupo governista e evita uma divisão entre aliados. O mandato atual do senador termina em fevereiro de 2027, e ele afirmou que continuará exercendo a função até o fim.

O ex-governador André Puccinelli (MDB) disse que ficou surpreso com a notícia. “Ainda não caiu a minha ficha. Fiquei surpreso, fiquei estarrecido”, afirmou.

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