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Gaeco prende coordenador de saúde em operação contra corrupção

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura
Gaeco prende coordenador de saúde em operação contra corrupção
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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) prendeu Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, na Operação Gutenberg, deflagrada nesta manhã.

A reportagem apurou que a equipe foi até a casa dele, no Jardim Panamá, para cumprimento do mandado de prisão. As equipes também estiveram no Core (Complexo Regulador Estadual), localizado na Avenida Afonso Pena, no Centro.

O Core é a estrutura da SES (Secretaria de Estado de Saúde) responsável por organizar o acesso de pacientes do SUS a serviços como leitos hospitalares, consultas, exames e procedimentos especializados em Mato Grosso do Sul. É por esse sistema que unidades de saúde e municípios solicitam vagas ou encaminhamentos para atendimento na rede estadual, conforme a disponibilidade e a prioridade de cada caso.

O complexo recebe os pedidos, avalia critérios técnicos e direciona o paciente para o serviço disponível, como internação, exame ou consulta. Também atua na regulação de urgência e emergência, quando há necessidade de transferir pacientes para hospitais com estrutura adequada.

Embora o foco principal da Operação Gutenberg seja a suspeita de fraude em contratos de livros paradidáticos, o Gaeco também apura se servidores com influência na regulação de saúde usavam o acesso a exames, cirurgias e vagas hospitalares para beneficiar ou pressionar municípios envolvidos no esquema.

A operação apura um suposto esquema que teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos públicos envolvendo a venda de livros usados como apoio de ensino. Estão sendo cumpridos 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Entre os alvos estão Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Junior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul, e a empresária Olívia Jafar, proprietária de uma clínica no Jardim dos Estados.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a investigação mira uma organização formada por empresários e servidores públicos, suspeita de direcionar contratos por inexigibilidade de licitação e distribuir valores entre empresas e pessoas usadas para ocultar a origem do dinheiro.

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