Mato Grosso do Sul chegou a 5.459 perfis cadastrados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) até 29 de abril deste ano, segundo a Polícia Científica. O estado ocupa a 16ª posição entre as 21 unidades da federação que alimentam o sistema e aparece entre os que menos cadastram, na 6ª colocação nesse recorte. São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco são os que mais registram.
No portal do banco, havia 5.449 casos registrados até 1º de março. Desse total, a maioria (4.081) é de pessoas condenadas. Há ainda 906 perfis de vestígios coletados em cenas de crime, 207 amostras de familiares de pessoas desaparecidas, 205 de restos mortais não identificados e 39 de indivíduos identificados por decisão judicial.
O banco reúne também sete coletas de pessoas vivas com identidade desconhecida, feitas em hospitais, abrigos ou instituições de saúde, além de três amostras por ordem judicial e um caso de restos mortais já identificados.
No recorte por tipo de crime, o painel aponta 871 vestígios registrados em Mato Grosso do Sul até 28 de novembro de 2025. Desse total, 403 estão ligados a crimes contra o patrimônio, 319 a crimes sexuais, 13 a crimes contra a vida e três a feminicídios, entre outros.
Até o mesmo período, foram identificadas 59 coincidências genéticas no estado. Destas, 46 são do tipo vestígio por vestígio, quando materiais de diferentes ocorrências têm correspondência, permitindo relacionar crimes distintos. As outras 13 são coincidências entre vestígio e indivíduo, o que pode indicar autoria ao ligar o material genético a alguém já cadastrado.
Nesta semana, institutos de identificação de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul realizam uma operação integrada para ampliar o banco nacional. A ação começou na segunda-feira (27) e até a quarta-feira (29) o quantitativo subiu para 5.459 amostras.
O banco reúne perfis de DNA de condenados, vestígios coletados em locais de crime e registros de pessoas desaparecidas e seus familiares. A cada nova inclusão, o sistema faz cruzamentos automáticos com os dados existentes, o que pode ajudar a identificar suspeitos, ligar ocorrências e localizar desaparecidos, inclusive em casos antigos.
De acordo com o XXIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), divulgado em novembro de 2025, 74% dos registros no país são referências criminais, somando 206.642 perfis. Os vestígios representam 14% (38.475 registros), enquanto cerca de 5% estão ligados a pessoas desaparecidas. As amostras doadas voluntariamente por familiares de desaparecidos não são confrontadas com perfis de vestígios coletados em cenas de crime.
