30/04/2026
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Juíza de MS faz história e assume presidência nacional da infância

A eleição da juíza sul-mato-grossense Katy Braun do Prado para a presidência da Associação Brasileira de Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj) marca um momento inédito na história da entidade. Pela primeira vez desde sua criação, uma mulher assume o comando da instituição.

O resultado foi definido por meio de processo democrático que também elegeu a nova diretoria e o conselho da Abraminj. A associação reúne atualmente 861 magistradas e magistrados em todo o país e se consolidou como referência na defesa institucional, no aprimoramento técnico e na articulação de políticas públicas voltadas à infância e juventude.

Além da presidência, a nova composição reúne representantes de diferentes estados, refletindo a diversidade regional da magistratura brasileira. Integram a diretoria Rafael Souza Cardozo (PE), como primeiro vice-presidente, Daniel Konder de Almeida (RJ), como segundo vice-presidente, Eguiliell Ricardo da Silva (MS), na secretaria-geral, e Morgana Dario Emerick (ES), como secretária-adjunta. A tesouraria será conduzida por Haroldo Luiz Rigo da Silva (SE), com Heitor Moreira de Oliveira (SP) como adjunto, além de assessorias estratégicas nas áreas institucional, legislativa, comunicação e convênios.

Para o presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), Mário José Esbalqueiro Júnior, a eleição representa reconhecimento à trajetória da magistrada e um marco para o Estado. Segundo ele, a escolha de Katy Braun do Prado evidencia a competência e a dedicação de uma carreira construída na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, além de projetar Mato Grosso do Sul no cenário nacional da magistratura.

A nova gestão assume com o desafio de ampliar o diálogo com os Poderes e a sociedade civil, fortalecer a atuação institucional da Abraminj e contribuir para o aperfeiçoamento contínuo da jurisdição da infância e da juventude. A condução dos trabalhos seguirá baseada nos princípios da proteção integral, da prioridade absoluta e na promoção dos direitos fundamentais.

Ao destacar a conquista, a Amamsul avalia que o novo ciclo representa não apenas renovação administrativa, mas também a consolidação de uma agenda comprometida com a Justiça e com a garantia de direitos em uma das áreas mais sensíveis do Judiciário brasileiro.