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Sasha Meneghel desabafa sobre críticas ao corpo

Por Diário de Goiânia · · 6 min de leitura

O nascimento de Sasha Meneghel em julho de 1998 foi televisionado e exibido no Jornal Nacional. Desde então, 27 anos depois, apesar de ser reservada e prezar pela vida privada, ela não consegue se blindar 100% de palpites de todos os tipos nas redes. Recentemente, por exemplo, bastou um vídeo publicado pelo marido, cantor João Lucas, com a mão em sua barriga, para enxurradas de comentários sobre uma possível gravidez.

— Não estou grávida. Pessoalmente, tenho um sonho de ser mãe. Quero muito ser, mas não estou — disse ao GLOBO. Sasha fala também sobre as críticas a seu peso desde os 10 anos de idade e como isso afetou seu comportamento.

Hoje, Sasha, que é empresária, estilista, dona da marca de roupas Mondepars, e, recentemente, escolhida como embaixadora da marca de cosméticos Mantecorp Skincare, é defensora de que as pessoas não devem opinar sobre o corpo alheio em hipótese alguma.

— Não é aceitável independente se seja por conta de uma magreza, ou porque não é tão magra. Adoro uma frase que é assim: se você não é meu médico, você não deveria estar opinando sobre a minha saúde. Simples assim — diz.

Opinam sobre meu corpo desde muito novinha. E isso me gerou problemas mentais em alguns momentos da minha vida. Quando criança, era porque era muito cheinha para o padrão que eu deveria ser. As pessoas se sentiram confortáveis o suficiente para opinar no corpo de uma criança de 10 anos de idade. Depois de uma adolescente de 13 anos. Nessa época, foi quando as redes sociais começaram a crescer e lembro que não queria sair para não ter possibilidade de ser fotografada. Adorava ir para a praia, mas comecei a não me sentir confortável de fazer algo que amava porque os comentários nunca eram carinhosos. Acho que até demorei para parar de me importar, mas não porque passei a achar que tudo bem as pessoas fazerem esse tipo de coisa. Adoro uma frase que é assim: se você não é meu médico, você não deveria estar opinando sobre a minha saúde. Simples assim.

Minha mãe sempre respeitou muito meu espaço, minhas vontades e meus nãos. Não era porque eu era criança que ela decidia por mim. Tem coisas que fogem do nosso controle, como, por exemplo, certas exposições e está tudo bem. Mas, dentro da minha casa, eu sempre fui muito respeitada nas minhas opiniões. E sou muito grata a ela por isso. Isso me fez perceber, desde muito cedo, que é muito importante ter coisas na vida que não são expostas. Preservo muito minhas amizades a ponto de não querer jamais expô-los para a internet. Preservo muito meu relacionamento. O João também é uma figura pública, então sabemos que estamos expostos, mas sabemos impor limites. Até onde é confortável essa exposição e o que é necessário manter entre nós dois, entre esse grupo que a gente considera seguro, ou para o público. E acho que não saberia viver de outra forma, não conseguiria me expor 100% para o mundo de forma confortável. Até por ter nascido uma pessoa pública, foi natural entender que era muito precioso preservar certas características e facetas da minha vida.

Faço terapia, sou apaixonada pela minha psicóloga. Se pudesse, levava ela para todo canto do mundo. Ela é perfeita. O que me ajuda é que sou muito aberta. Por mais que eu seja uma pessoa tímida e parece, para as pessoas que não me conhecem, que sou um pouco fechada, eu sou muito transparente com um seleto grupo de amigos. É algo que minha mãe sempre me falou: “não espera o amanhã para dizer eu te amo, não espera o dia seguinte para dizer o que está lhe incomodando, não deixa isso crescer dentro de você”. Eu cresci ouvindo muito isso. Tudo o que passa pela minha cabeça: pensamentos, conflitos, decisões, eu consigo dividir com este grupo para além da minha psicóloga. Eles são meu porto seguro, meu refúgio, é como um lugar seguro sem julgamentos.

Estou muito bem, acompanhada pelos meus médicos, com os meus exames maravilhosamente bem. Inclusive, adoro fazer exames de sangue. É uma coisa que para mim é como um dia de princesa: fazer milhões de exames, tirar quantos tubos forem necessários. Para mim, estar saudável é estar com check-ups tudo em dia, estar com a terapia e a hidratação em dia, ter o skincare perfeito que funciona dentro da sua rotina, cuidar do cabelo, das unhas. Se você dorme com uma consciência limpa e gosta de quem você é. Acredito que seja uma junção de saúde física, mental e social. Tenho uma paixão muito grande por me sentir bem. E isso inclui ter certeza de que estou muito bem. E o que não tiver sei que tenho médicos que podem me ajudar. Adoro ter amigo médico. Meu Deus, como eu adoro ter amigo médico.

Para mim foi muito “fácil” ter uma alimentação vegana, que é vegetariana estrita, porque sou alérgica a muitas coisas. Sou alérgica a carne vermelha, camarão, lactose. Acho a causa linda, mas faço mais pela minha saúde mesmo, porque é algo que me faz muito bem. Eu não sou chata para comer, sou muito fácil de verdade. Amo arroz, feijão, lentilha, todo tipo de legumes, então para mim, no dia a dia, sempre consiste em uma porção de salada, legumes, um arroz e feijão. A proteína, procuro nos vegetais hoje em dia, consigo nas porções de espinafre, quinoa, tofu, ervilhas, edamame, e muitos tipos de grãos.

Eu treino pelo menos quatro vezes por semana, às vezes até mais. Porque para mim é algo que está muito interligado com a minha saúde mental. Então gosto de priorizar mesmo nos dias que eu não estou a fim ou mesmo no frio. Tento pelo menos mexer meu corpo de alguma forma. Adoro fazer hot ioga, é algo que me faz muito bem. E spinning também, mas não todos os dias. Eu costumo revezar a ioga, o spinning com a musculação. Procuro fazer academia pelos menos três vezes na semana.

Algo que realmente foi passado de mãe para filha foi a hidratação e os cuidados com a pele. Minha mãe virou até meme de tanto creme que ela passa no corpo e no rosto. Desde muito pequena comecei a olhar para a skincare como um ritual que me aproximava ainda mais da minha mãe. Como ela sempre trabalhou muito, sempre que podia, ela me incluía nessas rotinas de beleza e cuidado. Então, era meio que um encontro nosso. Muitas vezes, criancinha, sem nem precisar, sem uma espinha no rosto, estava junto dela fazendo uma limpeza, que nada mais era do que um creme hidratante ou um vaporzinho, porque realmente não tinha nada para tirar. Gosto de fazer pequenos testes com produtos que eu não conheço. Se é a primeira vez, coloco em uma parte pequena do rosto, por exemplo, e uso por uns dias, vejo se não vai criar bolinhas, ou vai deixar a área vermelha, para depois usar no rosto inteiro. Realmente, até antes da skincare virar moda, ter esse cuidado com a pele sempre foi algo muito importante para mim. Me remete a infância e se tornou um momento meu, muito pessoal. Tenho meus produtinhos que eu não troco por nada, mas a minha rotina de cuidados depende do dia. Por exemplo, durante a semana, levanto da cama, faço meus exercícios e já vou para o meu ateliê, então ela precisa ser prática. Gosto daqueles produtos que em um potinho encontro muitos benefícios.

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