sexta-feira, 19 de junho de 2026Noticias em tempo real
Diário de Goiânia
Insights

Saliba prevê Copa do Mundo difícil

Por Diário de Goiânia · · 3 min de leitura

O zagueiro William Saliba, do Arsenal e da seleção francesa, concedeu uma entrevista onde falou sobre sua carreira, a pressão por títulos e suas expectativas para a próxima Copa do Mundo. Aos 25 anos, o jogador se mostra confiante em seu potencial, mas mantém os pés no chão.

“Sou alguém que prefere falar apenas quando há algo a dizer”, afirmou Saliba. “Aqueles que devem falar ganharam títulos e alcançaram grandes objetivos. Quando você ainda não os alcançou, não deve falar tanto; primeiro você deve trabalhar duro.” O defensor, que se tornou campeão inglês em maio, ainda busca seu primeiro grande troféu individual. “Os troféus são o que fazem as pessoas se lembrarem de você. O futebol é um esporte coletivo. Ainda estou sem os grandes títulos e, quando os conseguir, será ainda melhor”, disse ele, após conquistar a Premier League.

Apesar da modéstia, Saliba não esconde sua ambição. “Acredito que sou um dos melhores zagueiros do mundo”, declarou. Ele afirma que ainda não atingiu seu auge, mas sente que seu nível está melhorando a cada partida. “Quanto mais meu nível melhora, mais sinto isso em campo”, explicou.

No Arsenal desde 2019, mas com a titularidade conquistada apenas em 2022, Saliba valoriza sua trajetória. “É onde sonhei estar: titular em um grande clube. É algo que amo”, disse. Ele lembra dos empréstimos na Ligue 1 para ganhar experiência e se preparar para a Premier League. “Sabia que tinha qualidades e talento para ser um jogador de alto nível, então lutei para voltar ao Arsenal e mostrar que meu lugar era lá. Tomo cuidado para não me acomodar. O futebol anda muito rápido: se você relaxar, alguém virá e o substituirá imediatamente.”

O defensor revelou que, quando jovem, em Bondy, subúrbio de Paris, sonhava em ser atacante. “Deus decidiu que eu seria zagueiro, e estou muito feliz com isso. Mesmo que tivesse que ser goleiro para me profissionalizar, eu teria feito. Se eu pudesse, teria sido atacante e marcado 30 gols por temporada. Não sou uma estrela como Mbappé ou Dembélé, mas na minha posição sou um dos melhores.”

Seleção e Copa do Mundo

Saliba se vê como um pilar da seleção francesa, mas com um perfil diferente de outros líderes. “É claro que não sou alguém que vai falar no vestiário como Mike [Maignan] ou Kylian [Mbappé]. Mas, como zagueiro, opero no princípio de que você tem que falar muito com seus companheiros em campo, porque você vê tudo. Então, tento fazer isso. E também jogar bem e vencer meus duelos. É assim que você marca uma equipe.”

Ele se inspira em Raphaël Varane, a lenda que substituiu na seleção. “Ele é alguém que também não falava muito fora de campo. Mas dentro de campo, ele fazia sua presença ser sentida e você sabia que ele daria tudo. Quando você vê alguém ao seu lado disposto a dar o sangue, você quer fazer o mesmo.”

Na Copa de 2022, no Catar, Saliba foi reserva e jogou apenas 27 minutos. Sobre o torneio de 2026, ele diz: “Passei todo o torneio anterior no banco! Isso te dá experiência, mas eu disse a mim mesmo: ‘Da próxima vez, tenho que estar em campo.’ Isso me fortaleceu. Tecnicamente, é uma segunda chance, mas na realidade parece uma primeira.”

Ele já pensa nos adversários que a França pode enfrentar. “Argentina, Espanha, Brasil, Inglaterra, Portugal. E também times que podem ser surpresas: Senegal, Noruega, Marrocos, Japão. Há muitos desafios; esta Copa será difícil.” O zagueiro admite que tem um desejo especial de reencontrar a Argentina, que venceu a França na final de 2022. “Quando um time te vence da forma como eles nos venceram, você quer jogar contra eles de novo. Você quer vingança.”

Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Leia também