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Rebeca Andrade vai à final do Pan

Por Diário de Goiânia · · 3 min de leitura

Rebeca Andrade voltou às competições no Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, no Rio de Janeiro. Ela se classificou para a final do salto na primeira colocação.

Maior medalhista olímpica do Brasil, a ginasta encerrou um período sabático que começou em setembro de 2024, após os Jogos Olímpicos de Paris.

“Estou muito feliz em estar de volta, sentir toda essa torcida, o carinho de todo mundo. A arena gritando meu nome é algo único, eu não vou sentir isso em lugar algum. Poder voltar no meu país e neste ginásio que me traz tantas lembranças boas”, disse Rebeca.

Rebeca foi ovacionada pelo público ao entrar na área de competição. Ela integra a seleção ao lado de Gabriela Barbosa, Gabriela Bouças, Julia Soares, Sophia Weisberg e Thais Fidelis.

A atleta competiu apenas no salto. Ela alcançou média de 14,34914,533 no primeiro salto e 14,166 no segundo.

“Estou muito feliz, muito orgulhosa pelos resultados que apresentei. Eu sou uma atleta que não treina muito, todos os dias, quando o aparelho tem muito impacto. A chegada mexe muito com as partes inferiores do meu corpo, é um cuidado que temos de ter. Mas cheguei aqui e estava confiante. Pedia para todo mundo que eu conheço orar por mim, para Deus me proteger, eu orei muito e ele me protegeu, e consegui entregar. Estou, realmente, muito orgulhosa e feliz de estar de volta”, afirmou.

Rebeca Andrade volta à arena no domingo, quando ocorrem as finais por aparelhos na categoria adulta a partir das 9h30.

A equipe feminina conquistou a medalha de prata por equipes. Os Estados Unidos somaram 161,628, o Brasil alcançou 157,796 e o Canadá ficou com 156,997.

Sobre a diferença entre a Rebeca de 2024 e a atual, ela disse: “A Rebeca de 2024 era muito grata, tive um ano incrível. Não tenho do que reclamar, foi maravilhoso, mas também estava pensando nesse descanso que é importante. Acho que foi a melhor decisão que tomei na minha vida no esporte. Poder voltar, vivenciar isso aqui com meninas novas, eu com um pouco mais de experiência, foi muito gostoso. Foi muito gratificante poder voltar dessa forma. Estou orgulhosa”.

Perguntada se o retorno é uma arrancada para mais um sonho olímpico, Rebeca respondeu: “Acredito que sim. Conseguimos nosso objetivo, que era a vaga para o Pan. Estou orgulhosa da nossa equipe, orgulhosa das meninas, orgulhosa de mim. Porque não é fácil também fazer só um aparelho... Mas deu tudo certo. O objetivo final foi alcançado. Orgulhosa pelas meninas, orgulhosa de mim pela maneira que foi o retorno”.

Sobre o trabalho para recuperar o nível de execução dos saltos, ela afirmou: “Acho que o maior trabalho é a confiança. De certa forma, a memória muscular é muito boa, então, não tenho problema em voltar a fazer os movimentos. Mas, quando não me sinto muito segura, penso: ‘será que vou conseguir?’, mas, na hora da competição, a única coisa que penso é em fazer o melhor. Essa volta foi uma volta muito trabalhada, difícil, mas gratificante. Foi um trabalho coletivo”.

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