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Onda de calor recorde na Europa: quase impossível há décadas

Por Diário de Goiânia · · 1 min de leitura

Uma onda de calor que quebrou recordes na Europa teria sido “virtualmente impossível” apenas algumas décadas atrás, de acordo com cientistas. O evento climático extremo, que atingiu o continente em junho, foi impulsionado pelo aquecimento global causado pela ação humana.

Pesquisadores afirmam que as temperaturas registradas durante a onda de calor são um sinal claro das mudanças climáticas. O estudo, conduzido por uma equipe de climatologistas, mostra que eventos como este se tornaram muito mais prováveis no clima atual do que seriam no passado.

A análise indica que o calor extremo, que antes era considerado um fenômeno raro, agora pode ocorrer com mais frequência. As temperaturas ultrapassaram os 40 graus Celsius em várias cidades europeias, causando alertas de saúde pública e sobrecarga nos sistemas de energia.

Especialistas destacam que a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento são os principais fatores que contribuem para o aumento das temperaturas globais. A comunidade científica reforça a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa para evitar que ondas de calor como esta se tornem ainda mais comuns no futuro.

As autoridades locais emitiram recomendações para que a população evite a exposição ao sol nos horários mais quentes do dia e se mantenha hidratada. Hospitais em diversas regiões relataram um aumento no número de atendimentos relacionados ao calor, incluindo casos de insolação e desidratação.

A situação levou Paris a suspender eventos esportivos e o consumo de álcool em locais públicos. A medida foi tomada para garantir a segurança dos cidadãos durante o período de temperaturas extremas. A onda de calor também resultou em um número elevado de mortes, com registros na Itália, França e Reino Unido.

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