Final da Copa 2022: horário e análise de Tostão
Em sua coluna na Folha, o ex-jogador Tostão analisa a final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Espanha. Para ele, a Argentina, contra a Inglaterra, mostrou um futebol alucinado, mas lúcido, com capacidade de trocar passes e superar dificuldades. Tostão destaca que o futebol vai além de talento e tática, sendo um jogo de emoções.
O colunista aponta Messi e Lamine Yamal como os craques da decisão. Sobre Messi, afirma que ele é um supercraque ao lado de excelentes jogadores, que se entendem pelo olhar e pela consciência coletiva. Tostão elogia a simplicidade e a seriedade profissional do argentino.
Tostão questiona se a Argentina vai tentar competir com a Espanha na posse de bola ou se vai pressionar e marcar individualmente o meio-campista Rodri, descrito como o maestro da orquestra espanhola. Ele explica que a Espanha troca passes em círculo até o momento de acelerar com Lamine Yamal.
O ex-jogador lembra que os melhores momentos do futebol espanhol com posse de bola foram no Barcelona de Guardiola, com Busquets, Xavi, Iniesta e Messi. Ele cita a foto do jovem Messi dando banho no bebê Lamine Yamal como sensacional.
Os treinadores Luis de la Fuente, da Espanha, e Scaloni, da Argentina, são valorizados por Tostão, independentemente do resultado. De la Fuente, que comandou as categorias de base, bebeu na fonte de Guardiola e de outros técnicos espanhóis, como Aragonês e Vicente Del Bosque. Scaloni, ex-auxiliar, tornou-se técnico interino e foi campeão do mundo.
Tostão conclui que, além das qualidades individuais e coletivas, uma final de Copa se decide na emoção. Ele relembra a final de 1970, quando seu reserva Dadá Maravilha quebrou o silêncio tenso ao dizer que sonhara marcar três gols, arrancando gargalhadas do grupo e gerando descontração.