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Ermin Mahmić: Da Áustria à Bósnia em dois lances

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O meia Ermin Mahmic, autor do gol da Bósnia-Hezergovina na derrota para a Suíça pela primeira fase da Copa do Mundo, nasceu e foi criado na Áustria. O jogador defendeu a seleção austríaca em duas ocasiões antes de assumir a camisa bósnia.

Com 23 anos, o Mundial é a grande estreia de Mahmic pela seleção da Bósnia. Poucos dias antes do técnico Sergej Barbarez anunciar a convocação para a Copa, o jogador ainda fazia parte das categorias de base da Áustria.

A mudança de última hora foi conduzida pelo treinador e pelo diretor esportivo da Bósnia, Emir Spahic. Eles convenceram Mahmic a trocar de seleção a tempo de disputar o Mundial.

Não foi a primeira vez que o jogador alternou entre as duas seleções. Mahmic jogou pela Áustria na categoria sub-17. Depois, representou a Bósnia no sub-19 e retornou à seleção austríaca para o sub-21.

"Vocês não imaginam o quanto ele está feliz e orgulhoso de estar conosco", afirmou Barbarez após a aprovação da mudança pela Fifa. "Ele tem o perfil de jogador que não encontramos com frequência, um atleta que continuará evoluindo, com o objetivo de que a Bósnia tenha bons jogadores pelos próximos dez anos."

O troca-troca é possível porque, como muitos outros jogadores bósnios, Mahmic nasceu em outro país. Seus pais deixaram a Bósnia na década de 1990 em meio aos conflitos políticos que atingiam o país.

Contexto histórico

Até o início dos anos 1990, a Bósnia era uma das seis repúblicas que integravam a Iugoslávia. Com o enfraquecimento do regime comunista após o fim da União Soviética, a Bósnia fez um referendo sobre sua independência, seguindo o caminho aberto pela Eslovênia e a Croácia, que declararam independência em 1991.

A maioria dos bósnios muçulmanos, chamados de bosníacos, e dos croatas votou a favor. Grande parte dos sérvios boicotou a consulta. A independência foi declarada e um conflito se instalou no país. Durante a Guerra da Bósnia, mais de 100 mil pessoas foram mortas e outros dois milhões fugiram para países vizinhos.

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