Datafolha: governo Lula tem 38% de ótimo/bom e 32% de ruim/péssimo
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) mostra que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve em 38%. A avaliação positiva ficou em 32%, enquanto 29% dos eleitores consideram a gestão regular. Os números são estáveis em relação à rodada anterior, realizada no final de maio, quando o instituto registrou 38% de avaliação negativa, 32% de positiva e 28% de regular.
O levantamento ouviu presencialmente 2.004 eleitores nos dias 17 e 18 de junho. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-09956/2026.
Quando questionados sobre aprovação, 48% dos entrevistados disseram aprovar o trabalho de Lula, mesmo índice de maio. Já 49% afirmaram reprovar a gestão, contra 48% no mês passado. O percentual de eleitores que não souberam responder se manteve em 3%.
O Datafolha também fez uma comparação entre o atual mandato de Lula e os anteriores, entre 2003 e 2010. Para 5% dos entrevistados, a gestão atual é muito melhor. 27% a consideram melhor. Por outro lado, 25% disseram que o governo atual é pior e 19%, muito pior. Outros 21% afirmaram que o mandato é igual aos anteriores, e 3% não souberam responder.
Na série histórica do Datafolha, a avaliação positiva de Lula no terceiro mandato, de 32% com três anos e cinco meses de governo, é inferior ao registrado por ele no mesmo período dos dois mandatos anteriores. Em 2006, o índice era de 39% de ótimo ou bom. Em 2010, chegava a 76%. Na avaliação negativa, o atual índice de 38% de ruim ou péssimo supera todos os presidentes desde Fernando Henrique Cardoso, com exceção de Jair Bolsonaro, que registrava 47% em 2022.
A avaliação de governo é um dos indicadores que historicamente ajudam a explicar o voto. Entre os eleitores que declaram voto em Lula, 69% avaliam o governo de forma positiva. Já entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL), 77% consideram a gestão ruim ou péssima. Entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, a avaliação positiva variou de 39% em maio para 36% agora, dentro da margem de erro.