Creatores dominam a construção de marca
Uma pesquisa da Youpix em parceria com a Nielsen, chamada “ROI & Influência 2025”, revela que 82% dos anunciantes no Brasil já consideram o marketing de influência importante ou central em suas estratégias. O estudo também mostra que 57% dos anunciantes pretendem ampliar os investimentos nesse canal. Os dados indicam um amadurecimento da creator economy e a consolidação da influência como uma disciplina relevante para a construção de marca.
Esse movimento foi discutido no festival South by Southwest (SXSW), em Austin, nos Estados Unidos. Durante o painel “Fandom Force: WNBA”, dados da Deloitte Digital mostraram o papel crescente dos creators nas dinâmicas de comunidade. Segundo a análise, 71% dos fãs de esporte participam de comunidades online e 57% interagem com creators. A pesquisa revelou que esses consumidores acompanham, em média, 13 creators e apenas seis marcas.
Para Fabiana Bruno, fundadora e CEO da Suba, agência full service de conteúdo e influência, os influenciadores ajudam os anunciantes a ganhar contexto, linguagem, proximidade, desejo e credibilidade. A Suba oferece soluções como o Deep Influencer Measurement (DIM), uma metodologia para mensurar o impacto de creators em indicadores de marca e negócio, e a plataforma Cubo, que integra dados de social listening e comportamento digital.
Mensuração de resultados
O amadurecimento do marketing de influência não eliminou o desafio da mensuração. Fabiana Bruno afirma que, apesar do avanço, creators ainda são vistos como ferramentas de amplificação, e não como agentes de construção de marca. A executiva destaca que a inteligência artificial (IA) intensificou essa discussão, pois a autenticidade e o repertório ganham valor em um ambiente onde tecnologias reproduzem fórmulas em escala.
A Suba investe em metodologias proprietárias para comprovar o impacto da influência. A agência também amplia o uso de soluções tecnológicas para integrar a influência à construção de marca e geração de negócios. A empresa conquistou 11 contas em 2026, incluindo Deezer, Serena e GM, e espera encerrar o ano com crescimento de 70% no faturamento. Em 2025, a Suba registrou expansão de 40% em comparação com o ano anterior.
