Bolsonaro alega ter 3 mulheres em casa para não ficar desarmado
A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça-feira (23) sobre a apreensão de uma arma registrada em nome dele durante uma blitz na semana passada. No depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência durante o cumprimento de sua prisão domiciliar. Ele disse ao delegado que “tinha três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado”.
Especialistas apontam que Bolsonaro pode responder por infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento. O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, acompanhou todo o depoimento. Ele disse que o episódio não deve impactar a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente, já que as medidas cautelares não previam a entrega das armas.
Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde. Nesta quarta-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise se a apreensão da arma pode impactar na prisão domiciliar. Moraes citou um trecho da Lei de Execuções Penais: “Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que ‘possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem’”.
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A prisão domiciliar de Bolsonaro foi concedida pelo STF em fevereiro de 2026, após pedido da defesa. A medida permite que ele cumpra a pena em casa, mas com restrições, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de sair sem autorização judicial. A apreensão da arma reacendeu o debate sobre o cumprimento das regras da prisão domiciliar.