DNA confirma paternidade de Stroessner
O exame de DNA feito pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou que Enrique Alfredo Freitas é filho biológico do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner. O laudo apontou 99,99% de probabilidade de paternidade. O teste foi realizado em 2021, depois que a Justiça do DF autorizou a exumação do corpo do ditador no ano anterior.
Para a análise, os peritos retiraram do corpo sepultado o crânio, a mandíbula com dois dentes e os dois úmeros, que são os ossos localizados na região do braço. Também foram coletadas amostras de Enrique e da mãe dele. Os perfis genéticos mostraram que o material do paraguaio apresentava os alelos paternos identificados em Enrique.
Na tabela técnica do laudo, todos os marcadores genéticos foram classificados como de “inclusão”, o que indica compatibilidade entre os perfis. Os peritos concluíram que Stroessner apresenta perfil genético compatível com a condição de paternidade biológica em relação a Enrique Alfredo Fleitas. A probabilidade de paternidade obtida foi de 99,99999998%.
A disputa pela herança do ex-ditador tem como entraves a localização dos bens e a ausência de inventário completo do patrimônio. Uma filha do militar contesta o reconhecimento de Enrique como herdeiro. Ela afirma que ele não pode ser considerado filho de Stroessner, apesar do resultado do exame.
Exumação e análise
A exumação foi autorizada pela Justiça do Distrito Federal para viabilizar o teste de DNA. Os peritos da PCDF analisaram o material genético extraído dos restos mortais e compararam com as amostras de Enrique e da mãe dele. O resultado confirmou a relação de parentesco entre o ex-ditador e o filho reconhecido.
O caso envolve a partilha de bens deixados por Stroessner, que morreu em 2006. A filha do militar questiona a inclusão de Enrique no processo de herança. A decisão sobre a partilha depende da conclusão do inventário e da análise das contestações apresentadas.