30/05/2026
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Carlston Harris: Tudo Acontece por um Motivo

O lutador australiano Jake Matthews, veterano dos meio-médios do UFC, afirmou que não se apega ao polêmico desfecho de sua última luta, contra Neil Magny. O combate, realizado em 2025, teve um momento controverso quando o árbitro interrompeu a luta no fim do primeiro round, acreditando que Matthews havia finalizado Magny com um mata-leão. O australiano soltou o golpe e começou a comemorar, mas o árbitro declarou que o round havia terminado e a luta continuaria. Matthews acabou perdendo por finalização no terceiro round.

“Assim que a luta acabou, olhando para trás, não foi a melhor situação, mas não há como voltar e mudar as coisas”, disse Matthews. “Não temos uma máquina do tempo, então não fico remoendo isso. Não deixo que isso se torne um prejuízo para o que estamos fazendo no futuro.” O lutador de 32 anos admitiu que a sensação de alívio ao pensar que havia vencido foi intensa, mas que conseguiu se recuperar e dominar o segundo round. Ele destacou que a descarga de adrenalina após o falso término da luta foi um fator que o prejudicou fisicamente.

Matthews criticou a forma como a situação foi conduzida. “Em retrospecto, eu provavelmente deveria ter protestado e dito ‘Não!'”, afirmou. “Deveria ter seguido as regras, que dizem que a luta é encerrada, essa é a decisão, e caberia ao Neil recorrer. Mas somos lutadores: nos mandam continuar lutando e nós automaticamente continuamos.” Apesar da frustração, o australiano afirmou que não deixa o ocorrido afetar sua vida pessoal ou sua preparação para os próximos combates.

Uma das razões para Matthews conseguir superar o episódio é sua fé. O lutador, que se converteu ao islamismo em 2023, disse que acredita que tudo acontece por um motivo. “Eu fiz tudo o que pude naquela luta, e aconteceu do jeito que aconteceu. Confio no processo, confio na jornada, e é isso que me ajuda a seguir em frente”, explicou. Essa filosofia se aplica tanto à vida pessoal quanto à carreira.

Matthews retorna ao octógono neste fim de semana, em Macau, contra Carlston Harris. Inicialmente, ele enfrentaria o veterano Muslim Salikhov, que se lesionou e foi substituído. O australiano encarou a troca de adversário com a mesma tranquilidade. “Se eu estava destinado a lutar neste card, eu ia conseguir um oponente. Se não, não teria oponente. Isso me dá muito menos estresse na vida”, disse. Ele afirmou que dorme bem antes das lutas e não sente mais a ansiedade do “e se?”, confiando que o resultado está nas mãos de Deus.