Sirenes, fardas e muita interação marcaram a ação dos cães do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul no Shopping Campo Grande, neste sábado (25). O evento integra a programação do Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, e reuniu famílias em um ambiente voltado à inclusão.
A organização criou o evento especialmente para crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista), mas atraiu também o público em geral. Os visitantes aproveitaram para conhecer o trabalho dos bombeiros e interagir com os cães.
A dona de casa Michelle Novaes, de 44 anos, levou os dois filhos, de 7 e 4 anos. “Eu vi no grupo e decidi trazer os meninos para aproveitar o momento, mas pelo fato de estar aberto ao público, eu quis trazer. O meu mais velho já convive com coleguinhas em sala de aula e sempre conversamos com eles para respeitar o próximo”, disse.
Keile de Lara, de 46 anos, também foi com o filho Davi, de 12. “O irmão dele é bombeiro, e até porque o evento é voltado às crianças atípicas, a gente veio prestigiar”, afirmou.
A tenente-coronel Marlize Helena de Barros explicou que a proposta era criar um espaço de acolhimento. “A gente veio fazer uma grande ação social junto com as crianças que têm espectro autista para que seja um dia de alegria, dia de inclusão”, disse.
A programação incluiu atividades na área externa e dentro do shopping. Houve demonstrações com tirolesa e rapel, apresentações da banda dos bombeiros e o projeto “Herói Cão Amigo”, que promove a interação entre os animais e o público.
Os cães, principalmente da raça golden retriever, circularam entre os visitantes e subiram escadas no colo dos tutores. As cenas viraram ponto de parada para fotos.
Veterinário explica diferença entre vira-latas e cães de raça
Uma dúvida comum entre tutores é se o vira-lata é mais resistente que o cachorro de raça. O veterinário Carlos Mendes explicou que os cães sem raça definida (SRD) costumam ter maior variabilidade genética, o que pode trazer vantagens.
“A mistura de raças reduz a chance de doenças hereditárias. Isso não significa que o vira-lata nunca adoece, mas ele tende a ter menos problemas genéticos”, disse o especialista.
Mendes alertou que a resistência depende também dos cuidados com alimentação, vacinação e ambiente. “Um cão de raça bem cuidado pode ter a mesma saúde que um vira-lata. O essencial é oferecer atenção veterinária regular”, completou.
O veterinário recomenda que tutores de ambos os tipos de cão mantenham a prevenção contra parasitas e doenças comuns, como a cinomose e a parvovirose. “A genética ajuda, mas não substitui os cuidados básicos”, finalizou.
