O acidente com o césio-137 em Goiânia, ocorrido em 1987, continua a exigir monitoramento constante. Os locais que foram contaminados pela substância radioativa passaram por um longo processo de descontaminação.
O principal ponto, o Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), onde a cápsula foi aberta, foi totalmente isolado. Os materiais contaminados foram removidos e o local segue sob vigilância. A área ao redor também recebeu atenção especial durante a limpeza.
O terreno onde os rejeitos radioativos foram depositados inicialmente, no bairro Jardim Primavera, foi totalmente escavado. Todo o solo contaminado foi retirado e transferido para um depósito definitivo.
Atualmente, os rejeitos do acidente estão armazenados em dois locais. A maior parte está no Depósito definitivo de rejeitos radioativos de Abadia de Goiás, inaugurado em 1997. Trata-se de uma estrutura de concreto construída especialmente para abrigar os materiais com segurança.
Outra parte menor dos rejeitos está no Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), no Rio de Janeiro, para fins de estudo e monitoramento. Ambos os locais são fiscalizados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
As casas e imóveis que foram demolidos devido à contaminação deram lugar a logradouros públicos. No local onde ficava a casa de Devor das Alves Ferreira, que comprou a cápsula, hoje há uma praça. O terreno foi limpo e liberado após a remoção de todas as partículas radioativas.
O monitoramento ambiental nas áreas afetadas segue de forma regular. A CNEN coleta amostras de solo, água e ar para verificar os níveis de radiação. Os resultados têm indicado que não há risco para a população que frequenta as regiões hoje.
A vigilância sobre a saúde das vítimas diretas e indiretas também permanece. Muitos dos sobreviventes e seus familiares recebem acompanhamento médico periódico para verificar possíveis efeitos tardios da exposição à radiação.
