13/01/2026
Diário de Goiânia»Notícias»Simego informa sobre paralisação de médicos em Goiânia

Simego informa sobre paralisação de médicos em Goiânia

Cerca de mil médicos credenciados à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia iniciaram uma paralisação nesta terça-feira, 13 de outubro, com o objetivo de reivindicar melhorias nas condições de trabalho e a regularização de insumos nas unidades de saúde. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego).

Os profissionais também realizarão uma manifestação em frente ao Ciams Jardim América. Segundo a diretora de Assuntos Administrativos do Simego, Sheila Ferro, a paralisação não afetará os serviços de urgência e emergência. Sheila explicou que todos os médicos estarão em seus postos de trabalho e serão feitas triagens para organizar os atendimentos.

Ela ressaltou que mesmo casos que não são considerados urgentes, como a necessidade de uma receita para um medicamento controlado, serão atendidos. A diretora destacou que esta é uma ação respaldada por lei e será conduzida com ética e responsabilidade.

A decisão de paralisar as atividades surgiu durante uma Assembleia Geral Extraordinária Permanente, realizada no dia 6 de outubro. Sheila criticou a falta de diálogo por parte da administração municipal, afirmando que não houve abertura para negociações, apesar dos alertas feitos pelos médicos e pelo sindicato sobre as possíveis consequências de suas ações.

As principais reivindicações dos médicos incluem:

– Garantia de condições dignas de trabalho;
– Disponibilização de recursos humanos e materiais adequados nas unidades de saúde;
– Regularidade e previsibilidade dos pagamentos, evitando atrasos;
– Manutenção do Edital de Chamamento nº 06/2024;
– Revogação do Edital de Chamamento nº 03/2025, que propõe redução nos honorários médicos e jornadas de até 24 horas contínuas sem descanso.

Sheila também mencionou que o movimento conta com o apoio de sindicatos de outras categorias, como os de Enfermagem e Farmácia. Ela destacou que a ampliação do movimento é resultado do esgotamento das condições de trabalho na saúde pública do município, incluindo problemas como sobrecarga de atendimento, falta de infraestrutura, insegurança para os profissionais e carência de insumos.

Adicionalmente, o sindicato já buscou apoio do governo estadual para lidar com a situação. É importante frisar que Goiânia ainda se encontra em estado de calamidade na área da saúde, uma medida aprovada pelos deputados estaduais no último dia 16 de dezembro.

A Secretaria Municipal de Saúde foi contatada e aguarda um posicionamento sobre a questão.