segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
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Prefeituras da Grande Goiânia devem quase R$ 200 milhões à Rápido Araguaia

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[email protected] EM 12 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 05:45

Dívidas da Rápido Araguaia com Prefeituras da Grande Goiânia Levam à Ameaça de Paralisação

Recentemente, documentos revelaram que os municípios da Grande Goiânia acumulam uma dívida significativa com a empresa de transporte coletivo Rápido Araguaia. Esse cenário surge em um momento crítico, onde os funcionários da companhia estão ameaçando paralisar as atividades devido ao atraso no pagamento dos salários.

As informações obtidas indicam que a dívida total é de cerca de R$ 193 milhões, referentes aos anos de 2024 e 2025. A maior parte desse montante é de responsabilidade da Prefeitura de Goiânia, que deve R$ 90.035.012,58. Aparecida de Goiânia vem logo em seguida, com uma dívida de R$ 47.483.536,14. Outras prefeituras na lista incluem Trindade, com R$ 28.583.488,11; Goianira, com R$ 17.795.842,56; e Senador Canedo, devendo R$ 2.846.967,34. Além das prefeituras, o Governo de Goiás não repassou R$ 6.377.327,29.

Diante dessa situação, a soma das pendências financeiras levanta preocupações sobre a continuidade dos serviços de transporte coletivo na região.

Respostas das Prefeituras

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) afirmou que não há débitos do estado de Goiás com a Rápido Araguaia, ressaltando que o pagamento referente ao mês de dezembro de 2025 foi realizado em dia.

Por sua vez, a Prefeitura de Trindade explicou que desde outubro de 2025, já foram pagas três parcelas de R$ 500 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão, como parte do subsídio para o transporte coletivo.

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia também se manifestou, afirmando que os repasses estão em dia, com mais de R$ 50 milhões pagos em 2025. Essa verba tem como objetivo manter a tarifa do transporte urbano em R$ 4,30 e contribuir para a renovação da frota.

A Prefeitura de Senador Canedo garantiu que mantém os repasses em dia desde 2021. Os valores são enviados pela CMTC, que indica as quantias a serem pagos a cada quinze dias.

Até o fechamento deste relatório, outras prefeituras não haviam respondido às solicitações de informação.

Considerações Finais

O alto valor das dívidas e a iminente paralisação são aspectos que preocupam os usuários do transporte coletivo na Grande Goiânia, destacando a necessidade urgente de uma solução que garanta a continuidade dos serviços sem impactos para a população. As administradoras locais estão buscando alternativas para resolver a situação de forma a manter a eficiência e a qualidade no transporte público na região.

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