Goiânia Intensifica Combate ao Aedes Aegypti com Vistorias em Imóveis Abandonados
A Prefeitura de Goiânia realizou 1.017 vistorias em imóveis abandonados ou permanentemente fechados no ano de 2025. Essa ação faz parte de um esforço para combater o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Até o momento, a capital goiana registrou uma queda de 47,2% nos casos de dengue em comparação com o ano anterior.
As vistorias são fundamentadas na Lei 13.301/2016. Essa legislação autoriza a entrada de agentes de saúde em propriedades públicas e privadas, mesmo sem a autorização do responsável, em situações de abandono. O objetivo é garantir a saúde pública durante surtos epidemiológicos. Segundo Luiz Pellizzer, secretário municipal de Saúde, esse procedimento visa proteger a coletividade e controlar o avanço da dengue na cidade.
Pellizzer explica que as vistorias têm como foco a abertura de imóveis que possam representar riscos à saúde. Para garantir a integridade dos locais, as equipes são acompanhadas por chaveiros, o que ajuda a manter as condições de segurança. “Essa é uma ação emergencial para preservar a saúde da população”, destaca o secretário.
Durante as vistorias, os agentes identificaram 1.319 focos do mosquito Aedes aegypti. Desses, 1.023 foram eliminados e 296 criadouros receberam tratamento. Além disso, houve a aplicação de 261 autuações nos imóveis que apresentaram irregularidades. A Secretaria Municipal de Saúde também monitora a quantidade de ovos do mosquito, utilizando dispositivos que permitem contabilizar a oviposição e mapear as áreas mais infestadas.
Conforme o Boletim Epidemiológico de Arboviroses, publicado em dezembro, Goiânia registrou 28.427 casos de dengue em 2025. Desses, 67 foram considerados graves e houve 34 mortes confirmadas em decorrência da doença. Esses números representam uma queda significativa em relação ao ano anterior, quando a cidade contabilizou 50.508 casos e 81 óbitos relacionados à dengue. A prefeitura continua a implementar medidas para reduzir ainda mais os índices de infecção e melhorar a saúde pública na região.
