17/01/2026
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Prefeito de Goiânia veta projeto que extinguia Taxa do Lixo

O recente veto do prefeito de Goiânia ao projeto que visava extinguir a Taxa de Coleta de Lixo gerou repercussão entre os cidadãos e representantes políticos da cidade. A proposta, que buscava aliviar a carga tributária dos goianienses, foi rejeitada, levantando questionamentos sobre a política fiscal e a gestão de resíduos no município.

O projeto, de autoria de alguns vereadores, tinha como objetivo eliminar a taxa que incide sobre os imóveis da cidade, o que representaria uma economia significativa para muitos moradores. Com a justificativa de que a taxa é um encargo que poderia ser considerado injusto, os proponentes argumentavam que a coleta de lixo deveria ser financiada por outras fontes de receita, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

No entanto, o veto do prefeito, que se baseou em estudos técnicos e financeiros, levantou uma série de debates. A administração municipal defendeu que a Taxa de Coleta de Lixo é essencial para garantir a continuidade dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos. Segundo a gestão, a extinção da taxa poderia comprometer a qualidade dos serviços e a sustentabilidade financeira da coleta de lixo na cidade.

Críticos do veto, incluindo alguns vereadores e cidadãos, expressaram sua insatisfação nas redes sociais e em manifestações públicas. Eles argumentam que a taxa é um ônus excessivo para as famílias, especialmente em tempos de crise econômica. Além disso, muitos apontaram que a gestão dos resíduos é um serviço fundamental que deve ser garantido de forma equitativa e justa.

O debate sobre a Taxa de Coleta de Lixo em Goiânia não é um caso isolado. Muitas cidades brasileiras enfrentam desafios semelhantes, onde a necessidade de financiar serviços essenciais colide com a pressão para reduzir a carga tributária sobre os cidadãos. A discussão sobre alternativas de financiamento e a eficiência na gestão de resíduos urbanos é, portanto, uma questão urgente que merece atenção.

Com o veto, os vereadores que apoiavam a proposta já sinalizaram a intenção de buscar soluções alternativas que possam ser apresentadas em um novo projeto ou em discussões futuras. A expectativa é que a administração municipal reabra o diálogo sobre a taxa e busque um caminho que atenda tanto as necessidades financeiras do município quanto a demanda por justiça fiscal dos cidadãos.

O desfecho dessa situação ainda está em aberto, mas a mobilização da sociedade civil e a atuação dos representantes políticos serão cruciais para moldar o futuro da política de resíduos em Goiânia. A questão serve como um lembrete da importância da participação cidadã e da transparência nas decisões que afetam diretamente a vida dos moradores da cidade.