No próximo domingo, dia 6, a cidade de São Paulo se prepara para uma grande manifestação a favor da anistia dos presos relacionados aos eventos de 8 de janeiro. O ato ocorrerá na famosa Avenida Paulista e deve reunir milhares de pessoas.
A manifestação conta com o apoio de deputados da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como dos advogados que representam os presos. Um dos deputados que defende a causa, Paulo Bilynskyj, do partido PL de São Paulo, ressaltou a importância dessa mobilização para que os parlamentares continuem seus esforços em favor da anistia. Em suas palavras, ele afirmou que esta pode ser “a maior manifestação pró-anistia da história do Brasil”.
Durante uma entrevista, Bilynskyj revelou que levou à Câmara dos Deputados um requerimento para abrir uma comissão externa. O objetivo é investigar denúncias de violação dos direitos humanos dos presos do 8 de janeiro. Ele se manifestou dizendo: “Queremos garantir que os presos recebam justiça”.
Ele reforçou que essa investigação é necessária devido a várias reclamações sobre a falta de respeito a direitos fundamentais. Um caso que chamou atenção é o do pastor Jorge Luiz Dos Santos, condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em decorrência dos atos de 8 de janeiro. Além da condenação, o pastor enfrenta sérios problemas de saúde na prisão. Ezequiel Silveira, que representa as famílias dos presos, mencionou que Jorge está em péssimas condições no Complexo Penitenciário da Papuda, dizendo que “ele está morrendo lá”.
Outro caso preocupante é o de Adalgiza Maria Dourado, de 65 anos, que está lidando com problemas como depressão profunda e crises de ansiedade enquanto está detida. A situação dela é gravada em um prontuário médico, que alerta para o risco de suicídio e pede que ela não seja deixada sozinha na cela. Seu advogado expressou preocupação, afirmando que, se nada for feito, ela pode ser a próxima vítima de uma tragédia.
Além desses casos, também houve menção à cabeleireira Débora Rodrigues, que atualmente cumpre prisão domiciliar após uma decisão da Procuradoria-Geral da República. Sua advogada, Tanieli Telles, destacou a importância da anistia para que os filhos de Débora possam ter paz. Ela relatou que Débora está feliz por estar em casa, podendo ficar com a família, mas ainda enfrenta restrições, como não poder receber visitas ou trabalhar.
Tanieli comentou sobre a preocupação dos filhos com a ausência da mãe, já que eles ficam desesperados quando percebem que ela precisa se afastar momentaneamente dentro do lar. A advogada enfatizou que, apesar de estar em casa, a situação da cabeleireira e das outras pessoas detidas continua sendo uma grande preocupação para suas famílias e para as pessoas ao redor que defendem a anistia.