26/05/2026
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Pai de falso médico também atuava ilegalmente

O pai do homem preso por se passar por médico em São Paulo também exerceu a profissão ilegalmente, de acordo com a polícia. As investigações apontam que ele atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e aplicava procedimentos em pacientes.

A polícia informou que o pai do falso médico já havia sido alvo de denúncias anteriores por exercício ilegal da medicina. Ele teria atuado em clínicas e consultórios na região metropolitana de São Paulo, sem qualquer formação ou autorização legal.

O caso ganhou repercussão após a prisão do filho, que se passava por médico em um hospital particular na zona leste da capital paulista. Imagens de câmeras de segurança mostram o falso médico aplicando uma injeção em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes.

As autoridades investigam se o pai e o filho agiam em conjunto ou de forma independente. A polícia busca identificar outras possíveis vítimas dos dois homens, que podem ter atuado por anos sem serem descobertos.

O hospital onde o falso médico foi preso afirmou que colabora com as investigações e que revisa seus processos de contratação. A unidade de saúde disse ainda que as vítimas serão indenizadas.

Investigação em andamento

A polícia civil de São Paulo continua as investigações para apurar a extensão dos crimes cometidos pelos dois homens. Os agentes analisam prontuários médicos e registros de pacientes que foram atendidos pelos falsos profissionais.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os dois homens podem responder por exercício ilegal da medicina, estelionato e perigo de vida. As penas para esses crimes podem chegar a vários anos de prisão.

As autoridades orientam que qualquer pessoa que tenha sido atendida por esses falsos médicos procure a delegacia mais próxima para registrar uma ocorrência. A polícia também disponibilizou um canal de denúncias anônimas para receber informações sobre o caso.