06/03/2026
Diário de Goiânia»Insights»O usuário solicitou a criação de um título jornalístico otimizado para SEO com base nas informações fornecidas. O título original e a descrição tratam de incêndios e a atuação do presidente Lula. Preciso criar um título claro, atraente e com no máximo 60

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A situação não é favorável para o início da campanha de Lula à reeleição, e sua equipe demora para reconhecer os fatores negativos e agir de forma unida. Na verdade, falta um coordenador e alguém com influência sobre o presidente. O que se ouve entre aliados é que ele tomará as decisões no seu tempo.

Enquanto isso, a CPMI do INSS vai se tornando a CPMI do Lulinha, a relação com o Congresso piora e a definição sobre quem fica no governo e quais serão os candidatos apoiados ocorre de forma lenta e sem direção clara.

Ontem, Lula se reuniu com as pessoas que devem compor sua campanha em São Paulo. Tudo indica que Fernando Haddad disputará o governo. Simone Tebet deve ser a candidata ao Senado. E o vice-presidente Geraldo Alckmin, que deve ser confirmado na chapa, pode atuar como coordenador da campanha no estado.

Se confirmado, esse arranjo seria o início da montagem do quadro de candidatos de Lula em todo o país, uma variável importante em uma eleição que tende a ser disputada.

A oposição já está mais adiantada na formação de alianças, como mostrou o mapa esboçado por Flávio Bolsonaro na semana passada. Ainda há pontos a resolver, mas as conversas começaram há mais tempo.

O ano começou com desgaste na avaliação de Lula, medido em pesquisas. Não foi só o episódio do carnaval. Contribui para isso a impressão de que os escândalos do INSS e do Master são de responsabilidade do Executivo.

Este é outro problema que ele e sua equipe demoram a resolver. É difícil entender por que Lula não se reúne com os presidentes da Câmara e do Senado para tratar dessas questões. De pouco adianta dizer em entrevista que, se o filho tiver de dar explicações sobre o INSS, que dê.

A associação de sua família a escândalos passados está presente em parte do eleitorado. Episódios como esse reativam essa imagem. Subestimar o efeito desse tipo de assunto é um erro.

Davi Alcolumbre já enviou recados de que está insatisfeito e quer conversar. Não se trata de atender a mais demandas, mas não ter um canal de diálogo constante com o comando do Legislativo pode ser um problema para um governo sem maioria no Congresso.

Tudo isso resulta em um quadro em que o Planalto é pego de surpresa com derrotas. Não controla nem a agenda de projetos que pretende defender na campanha, como o fim da jornada 6×1 e a PEC da Segurança, que dependem mais do presidente da Câmara, Hugo Motta, do que de Lula e seus ministros.