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MS usa Gemini em escolas com celular controlado

O celular, que hoje tem uso restrito nas escolas de Mato Grosso do Sul, poderá se tornar uma das portas de entrada da inteligência artificial na rede estadual. De acordo…

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O celular, que hoje tem uso restrito nas escolas de Mato Grosso do Sul, poderá se tornar uma das portas de entrada da inteligência artificial na rede estadual. De acordo com o governo, a ferramenta Gemini, do Google, não será liberada para uso livre pelos alunos, mas aplicada em atividades planejadas pelos professores.

A explicação foi dada nesta segunda-feira (1º) durante evento na Governadoria, em Campo Grande, que oficializou a parceria entre o Governo do Estado e o Google. Além do “endereço digital” para propriedades rurais, a cooperação prevê o uso de inteligência artificial nas escolas públicas estaduais.

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que a IA já está presente na rotina dos estudantes, mesmo sem uma política formal de uso. Ele disse que costuma perguntar, em inaugurações de escolas, quantos alunos usam inteligência artificial. A resposta, segundo ele, fica entre 30% e 40%. “O fato é que já está nas escolas de um jeito ou de outro. E agora a gente vai universalizar isso com direcionamento”, afirmou Riedel.

O governador disse que o Estado abrirá vagas para capacitação de professores da rede estadual. “Estamos abrindo vaga para capacitação de professores da rede estadual de ensino, porque é uma novidade e capacitação é permanente na vida da gente”, declarou.

O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, afirmou que a conectividade já é uma realidade nas escolas. “A grande preocupação nossa agora é como trabalhar esse acesso”, disse. Segundo ele, o primeiro passo da SED (Secretaria de Estado de Educação) será preparar os professores. O uso da IA, afirmou, precisa estar ligado ao planejamento pedagógico.

Daher explicou como conciliar a ferramenta com a restrição ao celular em sala de aula. “O celular tem uso restrito, mas não proibido. Nós vamos utilizar o celular como ferramenta através do uso do Gemini, de maneira orientada”, disse. O uso da inteligência artificial deverá depender do planejamento do professor.

Na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o presidente Gerson Claro (PP) defendeu que a escola não pode ignorar as novas tecnologias. Professor de História, ele comparou o cenário atual com o período em que dava aula usando quadro e giz. “A gente querer viver no passado não é nem atraso, eu diria que é um pecado com a nossa juventude e com o nosso futuro”, afirmou.

Newton Neto, diretor-geral de Parcerias para América Latina e Canadá do Google, afirmou que os produtos da empresa seguem a legislação brasileira. Segundo ele, no caso de professores e estudantes, o uso ocorre dentro de uma instância criada para a instituição, sem troca direta de dados entre o que é produzido pela comunidade escolar e o Google. Ele também citou uma parceria com a USP (Universidade de São Paulo) voltada ao desenvolvimento responsável da inteligência artificial.

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