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MS ganha 1º estúdio público gratuito para podcasts e vídeos

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura
MS ganha 1º estúdio público gratuito para podcasts e vídeos
Estúdio com isolamento acústico e equipamentos profissionais faz parte do projeto Rota Cine MS. (Foto: Dafne Alana)

Campo Grande agora conta com um estúdio público e gratuito para a produção de conteúdo audiovisual. Pela primeira vez, Mato Grosso do Sul disponibiliza um espaço equipado com estrutura profissional para produtores e criadores desenvolverem seus projetos.

O estúdio está localizado no Museu da Imagem e do Som (MIS-MS) e integra o projeto Rota Cine MS, realizado pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul em parceria com o Instituto Curumins. As inscrições para utilizar o espaço já estão abertas e seguem até o dia 3 de agosto.

A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso a equipamentos que, normalmente, têm custo elevado para quem trabalha de forma independente. O espaço poderá ser usado para gravar videoclipes, curtas-metragens, documentários, programas para internet e podcasts, além de servir para testes de linguagem, gravações-piloto e edição de vídeos.

Entre os equipamentos disponíveis estão um estúdio com isolamento acústico e fundo infinito (cromaqui), um espaço exclusivo para gravação de podcasts, iluminação profissional em LED, equipamentos de captação de áudio, câmera, tripés, sliders e uma ilha de edição com o programa DaVinci Resolve Studio.

Serão disponibilizadas 80 horas de uso gratuito entre setembro e outubro deste ano, conforme cronograma e disponibilidade de agenda. A iniciativa busca resolver uma das principais dificuldades dos produtores independentes: encontrar um espaço equipado para tirar projetos do papel.

Quem pode participar e como se inscrever

Podem participar microempreendedores individuais (MEIs), produtores audiovisuais, realizadores, coletivos, empresas e criadores independentes que morem em Mato Grosso do Sul. Os interessados podem inscrever propostas nas modalidades de gravação, experimentação ou edição.

A seleção será feita por uma comissão formada por profissionais do setor. Serão analisados critérios como relevância do projeto, viabilidade técnica e trajetória do proponente. O edital prevê ações afirmativas, com pontuação extra para projetos apresentados por pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência e equipes formadas majoritariamente por integrantes desses grupos.

Como contrapartida, os projetos selecionados deverão doar uma cópia da obra produzida ao acervo do Museu da Imagem e do Som, contribuindo para a preservação da memória audiovisual do estado.

As inscrições podem ser feitas pelo formulário online. O período de uso do estúdio será de 4 de setembro a 30 de outubro de 2026.

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