Justiça: 70% dos administrativos devem ficar nas escolas em GO
A Justiça determinou que 70% dos servidores administrativos da rede municipal de ensino de Goiânia permaneçam trabalhando nas escolas durante o período de paralisação da categoria. A decisão foi divulgada nesta semana e atende a um pedido da administração municipal.
De acordo com a determinação judicial, o percentual mínimo deve ser mantido para garantir o funcionamento básico das unidades escolares. A medida vale enquanto durar o movimento grevista, que afeta o calendário de atividades nas escolas da capital.
A decisão também estabelece que os profissionais que atuam em setores considerados essenciais não podem aderir à paralisação. O não cumprimento da ordem pode gerar multa diária ao sindicato da categoria.
A prefeitura de Goiânia afirma que a medida busca assegurar a prestação de serviços à população, especialmente em áreas como alimentação escolar e secretaria. Já o sindicato dos trabalhadores em educação informou que estuda os termos da decisão e avalia os próximos passos.
A paralisação dos administrativos ocorre em meio a negociações salariais e de condições de trabalho com o município. A categoria reivindica reajuste e melhorias no plano de carreira. As aulas seguem com a maior parte dos professores em atividade, mas a falta de pessoal administrativo pode impactar a rotina das escolas.
A Justiça não detalhou por quanto tempo a regra permanecerá válida, mas reforçou que o descumprimento por parte dos servidores pode resultar em penalidades individuais. A gestão municipal afirma que fará o acompanhamento diário do cumprimento da ordem em cada unidade de ensino.
