Dólar fecha a R$ 5,19 com alta e saída de capital estrangeiro

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (13) em alta de 0,25%, cotado a R$ 5,1925, no mercado brasileiro. A moeda avançou em meio à retirada de recursos estrangeiros do País e às incertezas sobre os juros e o cenário eleitoral. O Ibovespa, principal índice da B3, seguiu direção contrária e caiu 0,23%, aos 167.101 pontos.
Com o resultado, o dólar acumula alta de 1,88% na semana e de 2,16% em agosto. Apesar do avanço recente, a moeda norte-americana ainda registra queda de 5,64% desde o início do ano. A bolsa brasileira acumula perda de 3,06% na semana e de 6,05% no mês, mas mantém valorização de 3,79% em 2026.
A saída de investidores estrangeiros da B3 também pressionou os negócios. Estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões da bolsa nos primeiros sete pregões de agosto, até terça-feira (11). O montante já coloca agosto como o segundo mês com maior retirada de recursos estrangeiros da bolsa brasileira neste ano. Maio lidera, com saída de R$ 14,91 bilhões em 21 pregões. Em sete sessões, agosto já alcançou cerca de 80% daquele valor.
O movimento contrasta com julho, quando investidores estrangeiros colocaram R$ 2,56 bilhões na bolsa. No primeiro trimestre, também houve entrada de R$ 26,31 bilhões em janeiro, R$ 15,40 bilhões em fevereiro e R$ 11,66 bilhões em março. Em junho, porém, os estrangeiros retiraram R$ 7,79 bilhões.
No Brasil, investidores ainda acompanharam novos indicadores da economia. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estimou a safra de grãos de 2026 em 347,4 milhões de toneladas, resultado ligeiramente superior à produção do ano passado. As vendas no varejo cresceram 0,5% em junho. O Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) permaneceu em nível de pessimismo pelo 19º mês consecutivo.
Entre as empresas, a Americanas informou prejuízo de R$ 274 milhões no segundo trimestre, quase três vezes o resultado negativo registrado no mesmo período de 2025. No exterior, o mercado repercutiu os preços ao produtor dos Estados Unidos. O indicador ficou estável em julho, com queda nos preços dos bens e aumento nos serviços. Os dados mantiveram as atenções sobre as próximas decisões do Fed (Federal Reserve), banco central norte-americano, sobre os juros.
A tensão entre Estados Unidos e Irã também permaneceu no radar dos investidores. O governo iraniano afirmou que continua no controle do Estreito de Ormuz e contestou declarações dos Estados Unidos sobre a região. A passagem marítima concentra cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Mesmo com o impasse, o petróleo fechou em queda. O barril do Brent, referência internacional, recuou 2,15%, para US$ 87,07. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, caiu 2,43% e terminou cotado a US$ 81,25.

