Dentista segue presa por morte de jornalista em Goiânia
A Justiça de Goiás decidiu manter presa a dentista investigada pela morte da jornalista Waldirene Oliveira, ocorrida em Goiânia. A decisão foi proferida após análise do pedido de revogação da prisão preventiva, que foi negado pelo juiz responsável pelo caso.
A defesa da dentista havia solicitado a soltura, alegando não haver risco à investigação ou à sociedade. No entanto, o magistrado entendeu que a prisão é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a apuração dos fatos. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.
A jornalista foi encontrada morta em sua residência, e as investigações apontaram para a participação da dentista no crime. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por questões pessoais. A arma utilizada no crime ainda não foi localizada, e as autoridades seguem coletando depoimentos e analisando provas para concluir o inquérito.
Waldirene Oliveira era conhecida na região por seu trabalho na comunicação local. A morte dela gerou comoção entre colegas de profissão e moradores da cidade. O caso segue sob segredo de justiça, e não há prazo para a conclusão das investigações.
Em paralelo, a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) divulgou nota de pesar e acompanha o desenrolar do processo. A entidade também se colocou à disposição da família da jornalista para oferecer apoio jurídico e institucional. A categoria dos profissionais de imprensa do estado também se mobilizou, pedindo celeridade na elucidação do crime.
A decisão de manter a prisão reforça o entendimento do Judiciário local de que a liberdade da investigada poderia atrapalhar as apurações. Com a negativa do pedido, a dentista permanecerá detida no presídio onde está atualmente, aguardando os próximos passos do processo.
