Crianças ajudam motorista a tirar carro de atoleiro em Campo Grande

Na saída da Escola Municipal José Paniago, no Jardim Itamaracá, em Campo Grande, cinco crianças e duas mulheres ajudaram uma motorista a tirar o carro do atoleiro no fim da tarde desta segunda-feira (22). O caso ocorreu por volta das 17h, após chuvas intensas atingirem a Capital.
O atoleiro se formou na Rua Rômulo Cappi, esquina com a via em frente à unidade de ensino, em um trecho sem asfalto usado também como saída de estudantes. Segundo o motorista de caminhão Cícero Pereira, de 51 anos, que presenciou a cena, a condutora ficou sem conseguir sair do barro e recebeu ajuda das crianças que deixavam a escola.
“Era uma motorista, e os meninos da escola se compadeceram e ajudaram ela a sair do atoleiro. Eu estava dando as instruções para alinhar o carro para sair”, relatou. Cícero contou que foi ao local buscar as duas filhas no fim do turno vespertino e presenciou a mobilização. “Eu ia descer do carro para ajudar, mas só não desci porque tinha muito barro”, disse.
De acordo com ele, o trecho em frente à escola é asfaltado, mas a lateral da unidade, onde também há circulação de alunos, ainda não recebeu pavimentação. Com a chuva desta segunda-feira, o local virou lamaçal. O leitor afirma ainda que a situação foi agravada por obras de implantação de rede de esgoto no bairro. “Eles estão implementando esgoto no Itamaracá, aí devido à chuva vira atoleiro. Geralmente não fica assim, mas ficou por causa das obras”, afirmou.
Campo Grande entrou em alerta amarelo para chuvas intensas e ventos fortes entre esta segunda e terça-feira (23). Conforme aviso baseado em dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), há previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, além de risco de alagamentos, queda de galhos e cortes pontuais de energia. A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande e o espaço segue aberto para pronunciamento.
Outro caso de transtorno na cidade
Moradores de outra região da capital também enfrentam problemas com lama e lixo. No bairro Guanandi, eles precisam dividir uma escadaria com sujeira e medo de quedas. A situação é um reflexo das chuvas que atingem a cidade e das obras em andamento em diferentes bairros.


