domingo, 30 de novembro de 2025
Notícias de última hora

Médica relata insegurança no SUS após agressão em UPA de GO

redacao@diariodegoiania.com
[email protected] EM 27 DE NOVEMBRO DE 2025, ÀS 20:15

Uma médica que trabalha na rede municipal de saúde de Aparecida de Goiânia, Ana Paula Martins, relatou nas redes sociais ter sido agredida por uma paciente durante seu plantão na UPA Flamboyant, na noite de quarta-feira, dia 26. A profissional, que mostrava o olho inchado, expôs a violência que sofreu e destacou as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da saúde que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ana Paula contou que seu plantão começou às 7h e, ao se aproximar do fim do expediente, por volta das 18h30, ela chamou uma paciente através do painel eletrônico. Como não obteve resposta, decidiu procurá-la na recepção, mas novamente não teve retorno. Por volta de 20 minutos depois, a mulher apareceu.

A médica explicou que, ao informar a paciente de que ela precisaria aguardar para ser atendida, pois tinha que internar outra pessoa, a mulher reagiu de forma agressiva. “Ela travou a entrada da porta. Pedi para ela dar licença, mas não me deixou passar. Quando tentei sair, ela me golpeou com duas cabeçadas no rosto”, relatou.

A situação gerou alarme e a Guarda Civil Municipal (GCM) foi chamada ao local. Os agentes encontraram a paciente ainda demonstrando comportamento agressivo. Ela afirmou que se sentiu maltratada pela médica por conta da cor de sua pele. Durante a abordagem, a mulher tentou fugir e precisou ser algemada. Em depoimento, admitiu que agiu de forma descontrolada, mas negou ter feito ameaças. Ela foi presa em flagrante e levada à delegacia.

Ana Paula também mencionou que, durante o tumulto, a paciente fez uma ligação para alguém, afirmando que essa pessoa iria matá-la.

Em um vídeo que se espalhou rapidamente e já soma mais de 280 mil visualizações, a médica expressou seu descontentamento com a violência e desrespeito com que os profissionais da saúde são tratados no dia a dia. “Não é a primeira vez que isso acontece, e não será a última. Precisamos nos pronunciar. Exigem produtividade e bom atendimento, mas não temos segurança e respeito. Trabalhamos em condições precárias, com salários ameaçados de redução e escalas imprevisíveis”, concluiu.

Receba conteúdos e promoções