John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, foi oficialmente afastado do comando da Eagle Football Holdings (EFH). A decisão ocorreu no final de janeiro, devido a um processo interno na justiça britânica, que foi acionado pela Ares Management, após o agravamento da situação econômica e societária da holding. Textor se referiu à situação como uma “guerra civil”.
A ação retira o americano da gestão operacional da Eagle, marcando um ponto de inflexão no tumultuado processo financeiro que envolve a empresa. A data de final de janeiro é destacada no documento que oficializou o afastamento de Textor.
Informações apuradas pelo GLOBO em fevereiro indicam que a causa da ação foi uma reestruturação interna promovida por Textor, que resultou no afastamento de membros independentes da governança da Eagle. A Ares interpretou a iniciativa como um risco adicional, o que levou a empresa a acionar garantias contratuais já previstas para casos de descumprimento ou deterioração da governança.
No entanto, existe uma distinção importante. A Eagle continua sendo a controladora do Botafogo, mas a mudança não implica automaticamente na alteração do controle da SAF. A gestão, atualmente sob o controle de John Textor, só pode ser modificada por decisão do Conselho da SAF ou com o fim da decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que atualmente protege a composição do Conselho e a estrutura de governança.
Portanto, mesmo com a Ares assumindo o controle da Eagle como credora, a administração do Botafogo permanece inalterada neste primeiro momento. No entanto, Textor pode ser removido do cargo no futuro.
Após a decisão se tornar pública, Textor se manifestou por meio de uma longa nota oficial na qual explicou suas decisões recentes e lamentou a situação do Botafogo.
Na nota, Textor fornece uma cronologia para ajudar o público a compreender os conflitos de registro de documentos na Companies House, no Reino Unido. Ele também detalha os motivos que o levaram a demitir dois membros do conselho de administração da Eagle Football e descreve os desafios enfrentados pela organização.
Textor também afirmou que sua decisão de remover dois diretores, ambos aprovados pela Ares, do Conselho de Administração não visava encerrar a relação profissional com eles, mas fortalecer a empresa.
