Contratos no valor total de R$ 31 milhões, firmados pela prefeitura de Goiânia para a aquisição de tinta com propriedades que supostamente repelem o mosquito transmissor da dengue, estão sob investigação.
Os acordos, destinados a uma pintura especial com efeito inseticida, são alvo de um procedimento apuratório que busca verificar a legalidade e a eficácia dos produtos contratados.
A tinta em questão é promovida como uma ferramenta no combate ao Aedes aegypti, mosquito vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A aplicação do material ocorreu em diversos pontos da cidade.
A investigação analisa todos os trâmites relacionados à licitação e à execução dos contratos. O objetivo é apurar se houve conformidade com a legislação vigente em todas as etapas do processo.
Autoridades municipais foram notificadas e devem prestar esclarecimentos sobre os termos acordados e a comprovação da efetividade do produto utilizado. A situação mobiliza órgãos de controle interno e externo.
Enquanto a apuração segue em andamento, não há confirmação sobre eventuais irregularidades. A prefeitura deve se manifestar oficialmente sobre os questionamentos levantados pelos investigadores.
Casos semelhantes envolvendo a compra de produtos para o combate à dengue já foram verificados em outras gestões municipais pelo país, frequentemente gerando questionamentos sobre custo-benefício e transparência.
A dengue segue como um grave problema de saúde pública em diversas regiões do Brasil, exigindo das administrações públicas ações contínuas e baseadas em evidências científicas comprovadas para o seu enfrentamento.
