Zelensky: "Moscou vai queimar" se ataques seguirem
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (18) que os intensos ataques com drones contra a Rússia são uma resposta a um ataque que danificou um mosteiro histórico em Kiev durante a semana. Ele declarou que "Moscou vai queimar" se os ataques continuarem.
Durante a noite, dezenas de drones atacaram Moscou e atingiram a refinaria de petróleo da capital russa pela segunda vez nesta semana.
"Não queremos esta guerra, nunca quisemos, e todos sabem disso, e os nossos parceiros também", disse Zelensky em uma mensagem de voz enviada a jornalistas. "Mas se a Ucrânia arder, a vossa Moscou arderá."
Pelo menos dez pessoas morreram na segunda-feira (15) em toda a Ucrânia em um ataque com drones e mísseis que danificou o mosteiro de Kyiv Pechersk Lavra, com mil anos de história.
Zelensky deveria participar de uma reunião dos aliados militares da Ucrânia em Bruxelas nesta quinta-feira. Ele afirmou que o fornecimento de defesa aérea à Ucrânia por meio de um programa da Otan e a criação de um sistema antimíssil balístico pela Ucrânia e seus aliados seriam discutidos no encontro.
O presidente ucraniano pediu à Europa e aos Estados Unidos que aumentem a pressão sobre a Rússia por meio de sanções aos setores de defesa e energia do país, bem como à sua economia em geral, para forçar o presidente Vladimir Putin a encerrar a guerra. "Todos precisam pressionar Putin: ucranianos, absolutamente todos os europeus, americanos e russos - é hora de recobrar a sobriedade e pressionar seu líder."
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho. Ainda em 2022, Putin decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo. O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos. Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares. Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.

