Zelensky: Moscou vai queimar se ataques continuarem
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (18) que os ataques com drones ucranianos contra a Rússia foram uma retaliação a um bombardeio que danificou um mosteiro histórico em Kiev. Ele declarou que "Moscou vai queimar" se os ataques continuarem.
Dezenas de drones atingiram Moscou durante a madrugada, incluindo a refinaria de petróleo da capital russa pela segunda vez nesta semana.
"Nós não queremos esta guerra, nunca quisemos, e todos sabem disso, e nossos parceiros sabem disso", disse Zelensky em mensagem de voz enviada a jornalistas. "Mas, se a Ucrânia queimar, a sua Moscou vai queimar."
Pelo menos 10 pessoas morreram na segunda-feira em toda a Ucrânia em um ataque com drones e mísseis que danificou o mosteiro de Kiev Pechersk Lavra, de mil anos de idade.
Zelensky participaria nesta quinta-feira de uma reunião dos aliados militares da Ucrânia em Bruxelas. Ele disse que o encontro discutiria o fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia por meio de um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a criação de um sistema antimíssil balístico pela Ucrânia e seus aliados.
O presidente ucraniano pediu que a Europa e os Estados Unidos aumentem a pressão sobre a Rússia com sanções contra os setores de defesa e energia russos e contra a economia do país de forma mais ampla, para forçar o presidente Vladimir Putin a encerrar a guerra.
"Todos precisam pressionar Putin: os ucranianos, absolutamente todos os europeus, os americanos e os russos. É hora de recuperar a lucidez e pressionar seu líder", disse.
Em outro assunto, a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto sem condições. A declaração ocorre em meio a tensões na região, que afetam o transporte de petróleo globalmente. A AIE não detalhou prazos ou medidas específicas para a reabertura da rota estratégica.