Trump e senadores trocam gritos em reunião tensa
O encontro a portas fechadas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e senadores republicanos nesta quarta-feira (24) transformou-se em um confronto tenso. A reunião foi marcada por gritos e refletiu as profundas divisões dentro do partido, segundo relatos da imprensa americana.
A reunião aconteceu após Trump cancelar a assinatura de um projeto de lei destinado a acelerar a construção de moradias populares — proposta apoiada tanto por republicanos quanto por democratas. A decisão, segundo o próprio presidente, foi tomada para pressionar o Congresso a aprovar o "Save America Act". O projeto de lei visa obrigar a comprovação de cidadania norte-americana para que eleitores tenham direito a participar das eleições.
O momento mais tenso da reunião foi uma discussão acalorada entre Trump e o senador Bill Cassidy. Trump demonstrou grande irritação com o fato de quatro senadores republicanos terem votado com os democratas em uma resolução sobre os poderes de guerra. Cassidy foi um deles.
Na terça-feira (23), o Senado aprovou uma medida exigindo que o governo suspenda a guerra no Irã ou busque autorização do Congresso antes de dar continuidade à ação militar. Fontes ouvidas pelo jornal "The Wall Street Journal" disseram que Trump chamou Cassidy de "perdedor" e ordenou que ele se sentasse. O senador respondeu que ninguém o mandava se sentar.
Após o encontro, Cassidy admitiu ter perdido a paciência, o que, segundo ele, "não foi apropriado". "Mas eu respondi na mesma altura e no mesmo tom de voz", disse Cassidy, antes de lembrar que acabou se sentando. "E então eu me sentei e tentei acalmar os ânimos. Mas acho que o meu ponto é que o povo americano precisa saber mais do que está nos sendo dito", afirmou.
Trump, por sua vez, minimizou o mal-estar e afirmou que teve uma reunião "excelente" com os senadores republicanos.