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Trump ameaça Irã e negociação na Suíça colapsa

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (21) que pode voltar a atacar o território iraniano caso o país continue a fazer uma "guerra por procuração" no sul do Líbano. A declaração foi publicada no Truth Social.

"O Irã deve parar imediatamente seus ALIADOS bem pagos no Líbano de causar problemas", escreveu Trump. "Se não pararem, vamos atingir o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força ainda!!!"

A declaração ocorre durante a viagem do vice-presidente J. D. Vance à Suíça para tratativas de finalização do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Após a publicação de Trump, a delegação iraniana deixou o local das negociações.

A agência de imprensa estatal Irna afirmou que a saída foi uma resposta direta às declarações do presidente americano. "A delegação da República Islâmica do Irã deixou o edifício onde as negociações estavam sendo realizadas", escreveu a Irna.

A agência disse que as conversas, mediadas pelo Paquistão e pelo Qatar, haviam "entrado em uma fase difícil após 80 minutos de discussões e uma interrupção, na sequência da publicação de uma mensagem ofensiva do presidente dos Estados Unidos". Não está claro se a saída do Irã das negociações é permanente ou uma demonstração simbólica de protesto.

Os dois países assinaram na quarta-feira (17) um acordo que prevê 60 dias de negociações para encerrar a guerra. Um dos pontos mais contenciosos do acordo é a permanência de conflitos no Líbano, onde Israel e o Hezbollah, grupo extremista aliado de Teerã, continuam trocando agressões.

No sábado (20), Israel voltou a bombardear o sul do país vizinho, apesar de um cessar-fogo assinado na sexta (19). Em resposta, Teerã voltou a anunciar o fechamento do estreito de Hormuz, fundamental para o comércio mundial de petróleo. Pelo menos 30 pessoas morreram no leste e no sul do território libanês.

Após a declaração de Trump, o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu afirmando que as Forças Armadas iranianas estão "prontas para responder". "Eles não percebem que, se suas ameaças tivessem algum efeito, não teriam chegado ao estado de desespero de hoje? Não levamos em conta as ameaças americanas", disse Ghalibaf.

Na tarde de domingo (21), o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que Israel não permanecerá no país e que o grupo responderia a qualquer violação por parte israelense. O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu afirmou que os militares continuarão a ocupar a "zona de segurança" no sul do Líbano "pelo tempo que for necessário".

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