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Terremotos 7,2 e 7,5 sacodem Venezuela e causam danos em Caracas

Por Diário de Goiânia · · 2 min de leitura

Dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na tarde desta quarta-feira. O primeiro tremor foi registrado perto de San Felipe, a cerca de 200 km a oeste de Caracas, e foi seguido por uma réplica de maior intensidade na mesma região. O evento foi sentido com força na capital, onde há relatos de danos em diversos edifícios.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirmou que é provável que haja um número significativo de vítimas e danos generalizados. Segundo a agência, o desastre pode ter um alcance extenso, com risco de deslizamentos de terra e liquefação do solo. O órgão também alertou para a possibilidade de novas réplicas.

O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, confirmou em rede nacional que casas e edifícios desabaram por causa do sismo. Ele informou que os tremores foram sentidos nos estados de Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Miranda, La Guaira e Caracas. Cabello pediu calma à população e orientou que todos evacuem os prédios para se protegerem de possíveis réplicas. "Todos os organismos de segurança e assistência, proteção civil, voluntários, bombeiros e polícias estão mobilizados", declarou.

Na capital, as regiões de Los Palos Grandes e Altamira foram apontadas como áreas críticas, com "situações alarmantes" devido ao desabamento de edificações. Equipes de resgate trabalham para localizar sobreviventes e feridos entre os escombros. Ainda não há um balanço oficial de vítimas.

Alerta de tsunami cancelado

O Sistema de Alertas de Tsunami dos Estados Unidos cancelou os avisos emitidos após os terremotos. As alertas, que incluíam as costas da Venezuela, Aruba e Bonaire, além de avisos preventivos para Porto Rico e Ilhas Virgens Britânicas, foram suspensas. O órgão declarou que o perigo de tsunami passou e não representa mais ameaça.

A data do desastre, 24 de junho, é feriado nacional na Venezuela em comemoração à Batalha de Carabobo. Por isso, mais pessoas do que o habitual estavam em casa no momento dos tremores. Vídeos publicados nas redes sociais mostram moradores correndo para as ruas e objetos caindo dentro de residências.

Relatos e reações

A jornalista Nicole Kolster, colaboradora da BBC Mundo em Caracas, descreveu o evento como "o tremor mais forte que senti na vida". Ela contou que viu os vidros das janelas balançando e se abrigou entre a porta de entrada e uma parede. "É a primeira vez em 37 anos que sinto um sismo desta magnitude. Foi tão forte que pensei que o edifício cairia sobre mim", relatou. Ela afirmou que ouviu pessoas pedindo socorro entre os escombros de um prédio desabado.

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, publicou uma mensagem em sua rede social. "Meu coração, meu abraço infinito e minhas orações estão com cada lar venezuelano nestas horas de angústia. Que a fortaleza, a serenidade e a solidariedade prevaleçam entre nós", escreveu. Machado está fora da Venezuela desde dezembro de 2025.

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