PT e PL se unem contra Nunes Marques
Partidos políticos trabalham em conjunto para evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aumente o teto de gastos das campanhas eleitorais neste ano. Houve, inclusive, articulação direta e conjunta entre o presidente do PT, Edinho Silva, e do PL, Valdemar Costa Neto.
Os dois mantiveram conversas sobre a necessidade de mostrar ao TSE a inviabilidade de aumentar o limite de gastos, já que o dinheiro do fundo eleitoral das legendas não foi corrigido pela inflação. No orçamento de 2026, o Congresso destinou ao fundo eleitoral R$ 4,9 bilhões, mesmo valor das eleições de 2022. Como PL e PT têm as maiores bancadas, recebem a maior fatia do fundo. A sigla de Valdemar tem R$ 881 milhões do montante e a de Edinho R$ 615 milhões.
Na reunião que presidentes de partidos tiveram com Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, na semana passada, eles levaram a demanda diretamente ao ministro. Nunes Marques disse que já havia recebido esse pedido e o assunto estava em estudo. A corte eleitoral deve emitir uma resolução atendendo ao pleito dos partidos, já que o fundo eleitoral não teve reajuste de acordo com a inflação.
Em outro movimento, a crise envolvendo Michelle Bolsonaro a tornou "bode expiatório" do inferno astral de Flávio Bolsonaro. A situação gerou tensões internas e críticas direcionadas à ex-primeira-dama, que passou a ser alvo de queixas no entorno político do senador. O desgaste ocorre em meio a articulações para as eleições de 2026 e expõe divisões no grupo bolsonarista.